5 coisas: livros

Faz algum tempo que eu descobri meu vício em livros. Eu sempre amei ler. Desde pequena minha mãe me levava na biblioteca da faculdade em que ela estudava e na biblioteca pública aqui de Curitiba. E então eu comecei a realmente pegar o gosto pela leitura, a cada duas semanas eu lia uma nova história e conhecia personagens novas. Na minha escola a gente tinha também um dia na semana pra ir na biblioteca, emprestar um livro e um tempo pra ficar lá lendo. Tudo isso me levou a gostar de ler, apesar de eu ainda não me considerar uma devoradora de livros. Já li muito mais do que leio hoje, e durante a faculdade eu perdi um pouco do hábito de ler por prazer, estou retomando isso aos poucos. O caso é que durante a minha viagem, pra tristeza do meu bolso, eu encontrei duas livrarias maravilhosas que já mencionei em algum post por aí. A Foyles e a Waterstones. Foi aí que eu comecei a ficar viciada nessa coisa toda de novo e comprei uns 20 livros que quase ficaram pelo caminho por causa do peso da minha mala na volta ao Brasil. Mas enfim, o objetivo deste post é falar dos livros que mais me fizeram feliz nos últimos meses e aproveitar pra te incentivar a ler! (:

1. Pride and Prejudice – Jane Austen Pelo que eu me lembro, foi o primeiro que eu comprei. Eu já li Orgulho e Preconceito em português, mas ainda não tinha comprado o livro. Existem um trilhão de edições dos livros da Jane Austen e cada uma mais maravilhosa que a outra. A que eu comprei é uma versão de bolso de colecionador, com ilustrações. As folhas são bem fininhas, é um livro bem frágil. A capa é hardcover. Acredito que a maioria das pessoas já ouviu falar desse livro, mas se você não leu eu super recomendo! O filme também é muito bom! IMG_0537.JPG IMG_0535.JPG 2. Paper Towns A essa altura você já deve ter ouvido falar do John Green, o autor de “A culpa é das Estrelas”. Pois bem, ele escreveu vários livros além desse, um deles é “Paper Towns” ou “Cidades de Papel”. A primeira vez que eu comprei um livro do John Green, “A Culpa é das Estrelas”, eu não consegui ler. Achei a linguagem meio simples demais, sei lá, não gostei. Depois que a febre sobre esse livro começou foi que eu peguei o livro de volta pra ler, e lógico que no final só restaram lágrimas. Então resolvi ler outras obras do John Green, comecei com Paper Towns e foi uma ótima escolha! É aquele tipo de livro que você não consegue parar de ler e quando não está lendo você está pensando sobre a história. O final me surpreendeu bastante, assim como o desenrolar da história cheia de mistérios. Vale muito a pena ler também! A edição que comprei é em paperback, por isso ficou um pouco destruída ao fim da leitura, mas achei a capa bem mais bonita do que a da versão americana. IMG_0785.JPG 3. Rainbow Rowell Essa autora maravilhosa eu descobri antes de viajar. O primeiro livro que li foi Eleanor & Park, como a maioria das pessoas. Adorei a história! Um belo dia eu estava passeando por uma outra livraria muito boa, que eu não lembro o nome agora, e achei Fangirl. Já tinha ouvido muito falar desse livro nos blogs que eu acompanho e resolvi dar uma chance, apesar do título e a sinopse não terem me chamado muito a atenção. Mais uma surpresa! Foi um dos livros que mais gostei de ler esse ano, deu uma super dor no coração quando terminei a história. Por isso eu resolvi comprar os outros dois livros da Rainbow que eu ainda não tinha, “Landline” e “Attachments”. Gostei muito do primeiro, apesar de o final me deixar tipo “tá, mas e aí?”. Já “Attachments” eu comecei a ler, mas não me prendi muito e acabei desistindo da leitura. Mas juro que vou tentar de novo em breve! Enfim, fica a dica da autora 😉 IMG_0455.JPG 4. Alice’s Adventures in Wonderland and Through The Looking- Glass Um livro que acho que a maioria de nós já leu em algum momento da vida. Ou já viu pelo menos algum filme a respeito. Mas eu ainda não tinha comprado nenhum exemplar, e também existem um trilhão de versões! Escolhi essa porque achei muito bonita e de um material muito bom e o preço me surpreendeu bastante. Tem as ilustrações de John Tenniel, que são incríveis! As folhas são muito macias e ~aqui vai o momento awkward do post~ esse livro é o mais cheiroso que eu tenho. Sério. Leitores entenderão!

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5. The Miniaturist

Eu comprei esse livro porque ele me perseguia. Todas as livrarias que eu ia ele estava lá, eu entrava na internet pra buscar novos títulos e autores e lá estava ele. E um belo dia eu peguei ele e abri, e me deparei com um dos livros mais lindos (fisicamente) que eu já tive. Eu ainda não li ele, porque ele é bem longo e a linguagem é um pouco mais complexa do que os outros livros em inglês que eu tenho, então estou esperando um momento em que eu realmente possa me concentrar nele pra ler. É uma história de mistério que se passa em Amsterdã em 1686 com uma garota de 18 anos. A autora é Jessie Burton, que estudou em Oxford e mora em Londres. Depois que eu ler eu posso fazer uma resenha aqui!

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Então é isso. Pretendo escrever mais sobre livros por aqui, postar resenhas e tudo o mais. Acho que é uma boa forma de indicar livros e incentivar as pessoas a lerem! Se você tiver algum livro pra me indicar fique à vontade!

Obrigada por ler e até a próxima! (:

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Crise criativa

Coisa mais abominável, mais incoerente e e indesejável é essa coisa chamada crise criativa.

Eu não sei muito bem por onde começar, porque eu não sei nem o motivo pelo qual isso acontece. Mas acredito que todos nós passamos por isso. Seja você um artista, um escritor, publicitário, engenheiro ou até empresário. Um dia chega o momento em que você simplesmente não consegue fluir. Os pensamentos são confusos, as ideias desconexas, ou simplesmente vem aquele branco. Aí você começa a questionar suas habilidades, sua formação, seu propósito na vida, enfim. Um série de perguntas.

Não sei se esse texto vai me trazer respostas pras perguntas que ficam rodeando minha cabeça há meses, mas pelo menos eu quero organizar minhas ideias aqui, com palavras, já que as melodias me abandonaram.

Talvez você ainda não conheça essa parte da minha vida, apesar de eu acreditar que a maioria das pessoas que lê esse blog saiba do meu envolvimento com a música. Acontece que a parte de composição sempre foi MUITO natural pra mim, assim como é escrever. É uma coisa que eu não preciso fazer um grande esforço. De fato, quando esse esforço existe o resultado acaba sendo ruim ou inatingido. Eu sou aquele tipo de ser que está andando na rua quando simplesmente DO NADA é atingido por alguma melodia ou por alguma frase que dá origem à uma canção. Isso sou eu. Acontece nas horas mais aleatórias, até no chuveiro ou enquanto eu durmo, sim até dormindo! E quando não é assim, eu não preciso pegar o violão por mais de uma hora até que saia alguma coisa pelo menos razoável, tanto em melodia quanto em letra. É assim que eu estou acostumada a levar as coisas. Não quero dizer que eu sou uma compositora genial. De fato minhas músicas são bem simples e tem algumas que eu realmente não gosto hoje em dia. Mas entenda, não é a grandiosidade da coisa que me alegra, e sim o fato de eu conseguir fazer música. Que as pessoas gostem ou não, que eu goste ou não. Eu sabia fazer isso. Isso era meu.

Acontece que já fazem meses que eu não consigo fazer nada quando pego o violão. Não sai nenhuma frase melódica aproveitável. Nenhum conjunto de palavras significantes o suficiente me vêm à mente. Eu estou numa crise criativa e não sei como sair dela. Às vezes eu fico tão chateada com isso que sinto desgosto da coisa toda, acabo desistindo. Veja, não é que eu estou triste e depressiva, estou numa das melhores fases da minha vida. Apesar de profissionalmente eu não fazer ideia do que vem a seguir, como pessoa eu estou plenamente feliz, e já cheguei a achar que esse é o problema, apesar de ser bem injusto.

De qualquer forma, isso é basicamente um desabafo e um pedido de ajuda. Como disse, acredito que de alguma forma todo mundo passa por isso em alguma área da sua vida em algum momento. Se você souber de algo que pode ajudar, não pense duas vezes antes de me escrever!

Caso queria ouvir as músicas que eu costumava escrever, aqui estão: https://soundcloud.com/deciphering

Enfim! Obrigada por ler meu pequeno desabafo hehe

Espero que volte! (:

Do you speak english?

Depois de voltar pro Brasil eu fiquei pensando em como eu poderia continuar aprimorando o inglês que eu aprendi. Na realidade, eu não comecei a aprender inglês durante a viagem, aprendi desde criança na escola, como a maioria das pessoas, e desde os 12 anos me aprofundei no assunto por conta própria. Nunca tinha feito nenhum curso de inglês até chegar em Londres, e me surpreendi com a forma como as pessoas elogiaram meu inglês por lá assim que cheguei. Não que eu cheguei lá super sabendo de tudo, muito pelo contrário, quando cheguei eu vi que sabia bem menos do que imaginava, mas o pouco que eu sabia me ajudou muito a progredir rápido. A dificuldade maior foi, na verdade, o acento britânico, que apesar de encantador soa bem estranho pra nós que estamos tão acostumados com a cultura americana. Mas meu inglês melhorou muito, apesar de eu não estar fluente ainda, já consigo desenvolver um diálogo tranquilamente e aprendi muitas palavras novas do cotidiano que eu não conhecia. Mais uma vez, foi a melhor experiência da minha vida até hoje, por mais esse motivo.

Enfim. Muitas pessoas me perguntam como foi que eu aprendi inglês sozinha. E eu te digo que foi uma das coisas mais fáceis que eu aprendi, porque eu praticamente não me percebia tentando aprender, era uma coisa natural porque eu simplesmente gosto muito da sonoridade da língua inglesa, então aprender o idioma foi algo quase espontâneo, e também porque eu aprendi com as coisas que mais gosto na vida: a leitura e a música.

Fiz uma lista com algumas dicas que eu dou pra quem me pergunta. Aqui vai:

1. Não compare com a língua portuguesa

Essa é importante. Porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. Até meu professor de inglês lá em Londres concluiu isso quando eu estava tentando ensinar algumas frases pra ele. Ele construía as frases em português com regras da língua inglesa e acabava falando coisas sem sentido, e o contrário também é assim. A nossa língua é bem mais complexa que o inglês, por isso temos que logo no início deixar de tentar entender as regras do inglês pelas nossas regras gramaticais.

2. Não leve tudo ao “pé da letra”

A língua inglesa, assim como em qualquer outro idioma, possui muitas expressões que só fazem sentido num contexto. Muitas palavras não se podem traduzir literalmente, então se você estiver lendo algo ou assistindo alguma coisa e esbarrar numa palavra desconhecida, tente primeiramente entender o que a frase significa. Assim vai ser mais fácil você entender o sentido daquela palavra. Dessa forma, além de aprender a palavra, você vai poder entender as aplicações dela, visto que, também, muitas palavras tem mais de um sentido. Por exemplo, a palavra ‘DO’ pode significar o verbo “fazer” (“I can do it.” “Eu posso fazer isso”) ou pode estar sendo usada como verbo auxiliar, tipo “Do you like reading?” “Yes, I do.” (“Você gosta de ler?” “sim, eu gosto”). Esse foi um exemplo bobo, mas só pra ilustrar. Tem muitas palavras que possuem mais de um significado ou mais de uma utilidade, mas esse é o tipo de coisa que você só aprende na prática.

3. Use a legenda em inglês e não em português

No começo é difícil, parece que você não entende nada, eu sei. Mas acredite, o melhor jeito pra aprender inglês assistindo filmes ou séries é sem legenda ou com a legenda em inglês. Porque dessa forma você começa a treinar seu ouvido e aprende a sonoridade das palavras. No começo o que você pode fazer é ir juntando as palavras que você conhece pra tentar entender o que as pessoas estão falando. Porque às vezes a gente não entende tudo o que é dito, mas se você reconhecer umas três palavras da frase talvez consiga entender o sentido dela.

Enfim, é um treino meio difícil, mas pra treinar o ouvido é uma das melhores coisas.

4. Leia artigos e livros em inglês

Experimente pegar um livro que você já leu, mas dessa vez leia ele em inglês. Experimente ler um artigo em inglês e tentar traduzir. Ler é a melhor forma de você aprender como as frases são construídas e como as palavras são escritas, lógico. Vejo muita gente que fala muito bem inglês, mas na hora de escrever é um desastre, porque claro, como em qualquer outro idioma, só se escreve bem quem lê. Comece com livros de linguagem simples. Não vai tentar ler Jane Austen logo de primeira, porque nem eu entendo tão bem assim quando leio os livros dela em inglês. Pegue um John Green, Rainbow Rowel, enfim, livros com uma linguagem mais moderna, com a qual estamos mais acostumados.

5. Audio Books

Algo que comecei a usar recentemente. Tem muitos audio books no youtube e uma infinidade por aí pra comprar. O ideal é você ler acompanhando o áudio, assim você aprende a sonoridade das palavras ao mesmo tempo em que aprende sua grafia. É o que mais tenho feito pra continuar meus estudos em casa.

6. Ouvir música

Desde que me entendo por gente eu ouço mais música internacional do que nacional. É uma questão de gosto, mas foi o que me iniciou nos meus estudos da língua inglesa. O ideal é você ouvir a música e tentar traduzir. É outra ótima forma de aprender a sonoridade das palavras e os significados variados delas. Sem falar que é uma das formas mais prazerosas de se aprender.

7. Intercâmbio

Eu só tive essa oportunidade agora, mas aconselho que você faça assim que possível. Por mais que você não faça um curso, por experiência própria, você aprende mais nas ruas, ouvindo e tentando se virar pra se comunicar do que dentro da sala de aula. É com certeza a melhor forma de se aprender. Mas não se iluda achando que você vai ficar três meses em outro país e vai voltar fluente. Isso pode até acontecer se você já tiver estudado inglês antes ou se você é um gênio que aprende tudo com mais facilidade do que o resto de nós, pobres mortais. De qualquer forma, seja o tempo que você pode ficar, sempre é válido, mas tudo vai depender do seu esforço e persistência.

Tem gente que aprende mais rápido e os que demoram anos e anos, o importante é ter paciência. Temos que aprender a respeitar o nosso próprio rítimo de aprendizado. E depois que você for pegando o jeito o negócio é não parar de se informar e correr atrás de meios pra se aprimorar!

Não sei se esse post trouxe muitas novidades pra você, mas achei interessante compartilhar a maneira como eu tenho aprendido inglês e quem sabe te encorajar a achar a maneira mais tranquila e que mais tem a ver com você e seu estilo de vida!

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