Sobre relacionamentos – ser solteiro

Vamos lá. Estar solteiro não é e nunca foi o fim do mundo. Tudo depende da forma como você age quando não está em um relacionamento. Esse post é pra falar sobre algumas coisas coisas que eu aprendi e coisas que Deus me fez perceber na minha vida. Achei que deveria compartilhar porque sei que isso é uma dificuldade na vida de muitas pessoas. Então nada mais justo do que eu tentar ajudar com o que aprendi das experiências que eu tive.
Bom, pra começar, vamos do básico: CHEGA DE RECLAMAR. Porque sério, ficar resmungando e choramingando pelos cantos não é atraente pra ninguém, te deixa infeliz e ainda por cima não resolve nada. E principalmente, NÃO RECLAME E PUBLIQUE SUA CARÊNCIA NO FACEBOOK. Por favor. Primeiro porque isso causa uma vergonha alheia terrível nos seus amigos, segundo que isso só vai fazer as pessoas acharem que você tá desesperado. E também pode atrair aquelas pessoas que gostam de se aproveitar de pessoas em desespero. Ou seja, não traz benefício nenhum pra situação. Quer reclamar fala com a mãe ou melhor amiga. Mas na minha opinião o que resolve mesmo é ir pro quarto e desabafar com Aquele que conhece o teu futuro melhor que você. De qualquer forma, pare de fazer disso um problema e o centro de todas as suas ações e pensamentos. Só isso já ajuda um monte!
Depois que você parou de reclamar, você deve começar a entender a seguinte coisa: pra achar alguém que você ame, é preciso SER alguém que você ame. Você tem que procurar se desenvolver nas suas atividades. Se foque mais no seu trabalho, procure uma faculdade pra fazer, leia sobre assuntos variados, cuide do seu corpo e da sua mente. Faça planos, faça viagens. Seja uma pessoa interessante, alguém que tem assuntos variados pra conversar. Uma pessoa ativa com certeza chama mais atenção. Aproveite pra fazer coisas que você gosta sozinho, aprenda a se divertir sozinho e a curtir sua própria companhia, assim você vai se conhecer e se descobrir mais. Vai aprender que não precisa de uma companhia pra ser feliz e completo. Vai aprender a gostar mais de quem você é. E se você não amar a pessoa que você é, dificilmente outra pessoa vai conseguir fazer isso. Lógica, apenas.
Aprenda a lidar com a carência. Não fique se iludindo com toda pessoa interessante que vem falar com você. Aprenda a discernir quando uma pessoa está realmente interessada ou quando ela só quer sua amizade. Sei que isso é difícil e que tem gente por aí que curte dar uma confundida proposital na cabeça da gente só pra acariciar seu próprio ego. Mas enfim, aprenda a equilibrar suas expectativas e a não confiar cegamente nas intenções das pessoas. Se alguém realmente tem interesse em você, não vão existir dúvidas por muito tempo. Pessoas honestas e que valem o nosso investimento costumam deixar as coisas claras, tenha calma.
E também você não entre em qualquer relacionamento só pra suprir sua carência. Perceba suas motivações pra entrar num relacionamento e principalmente seus motivos pra se relacionar com aquela pessoa especificamente. Quando a gente tá se motivando pela carência normalmente se você pensar bem a pessoa não tem quase nada a ver com você ou seu estilo de vida.
Outra coisa. Se você é cristão, procure usar esse tempo pra se aproximar de Deus, melhorar o teu relacionamento com Ele. Vai fazer um Estudo Bíblico, nem que seja você sozinho. Vai trabalhar na Igreja, fazer algum voluntariado. Use seu tempo pra fazer coisas que edifiquem, isso faz parte de se aperfeiçoar e se tornar uma pessoa mais interessante. Pois se você quer chamar atenção de outra pessoa cristã, isso com certeza vai ser uma das primeiras coisas que vão querer saber de você: seu relacionamento com Deus e a Igreja.
É importante nesse período também procurar desenvolver suas amizades. Procure estar próximo dos seus amigos e passar um tempo de qualidade com eles. As amizades nos ensinam a lidar com muitas coisas importantes num relacionamento, como aceitar os defeitos das outras pessoas, como lidar com o egoísmo e afins.
E por fim, uma das coisas mais difíceis pra mim: pare de remoer o passado. Todo mundo tem suas histórias, suas experiências e etc. Mas o que a gente deve fazer com tudo isso é tirar as lições, apreender o que foi bom e seguir em frente. Também não fique reclamando do seu passado, porque um dia você vai entender que até as coisas ruins Deus transforma em boas. Quando você estiver em um relacionamento você vai perceber que as coisas do passado ensinaram coisas pra você poder fazer a coisa certa agora. Nostalgia só é legal em letras de música e nas páginas de um livro. Na vida real ela machuca e aumenta feridas antigas.
Enfim gente. Talvez eu tenha falado coisas que parecem óbvias pra alguns de vocês, mas foram coisas que eu demorei muito tempo pra entender e aplicar. Mas quando eu consegui fazer isso eu me tornei mais feliz e me senti mais livre. E foi depois dessas coisas que Deus me ensinou e me fez perceber sobre minha vida, que eu encontrei uma pessoa pra caminhar ao meu lado. Claro que eu não sei ainda como vai ser o final da minha história, mas tenho aprendido muito sobre o namoro também. Dia a dia Deus me faz pensar e aprender muitas coisas. Hoje eu entendo que tem propósito na vida de solteiro, no namoro que dá errado, no que dá certo e lógico, no casamento. Mas nós precisamos estar sempre atentos pra conseguir entender e aprender esses propósitos, pra agirmos da maneira certa em cada momento das nossas vidas.
Espero ter te ajudado de alguma forma, mas obrigada por ler, de qualquer maneira! Até a próxima 😉

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As 45 coisas

Como talvez você já saiba, eu passei 4 meses e meio em Londres. E no dia 15 de setembro, um dia depois do meu aniversário, informação desnecessária, lá estava eu sobrevoando Londres pela última vez em 2014 e voltando pro Brasil.

O que eu senti? Bom, um misto de angústia (porque 12 horas dentro de um avião dá muito tempo pra algo ruim acontecer e MEU DEUS QUANTO AVIÃO CAIU ESSE ANO!), tristeza porque eu realmente amei Londres e a Inglaterra até mais do que imaginava, uma pré-saudade da família que eu estava deixando lá e alívio por voltar pra casa, pra minha família e amigos, meu quarto, minhas coisas. Enfim, não foi legal. Mas aqui estou, já entediada e com saudade do agito e da beleza da terra da Rainha, mas feliz por estar bem e com mais um sonho realizado pra “ticar” da lista e mais alguns acrescentados.

Esse post é pra listar algumas coisas legais e que me marcaram nos últimos 4 meses e meio. Vamos lá!

As 45 coisas que eu fiz em Londres:

1. Conheci pessoas de lugares que eu mal lembrava que existia: Turquia, Bulgária, Romênia…)

2. Ouvi 5 idiomas diferentes simultaneamente dentro do ônibus.

3. Trabalhei num pub.

4. Quase completei minha coleção de livros da Jane Austen (Mainsfield Park na wishlist já!)

5. Descobri que tenho uma compulsão por comprar livros (comprei 20 durante a viagem toda, me segurei muito!)

6. Me emocionei com a vista de cima da London Eye.

7. Tomei chuva. Muita chuva.

8. Comi o tradicional English Breakfast e viciei em feijão doce!

9. Vi a troca da guarda no Palácio de Buckingham.

10. Fui na comemoração do aniversário da Rainha e vi a família Real.

11. Fiz pic nic no Green Park e corri no Greenwich Park.

12. Assisti Lucy Rose e Neil Young no Hyde Park ❤

13. Assisti um show do John Mayer pela segunda vez ❤

14. Vi várias vezes o Sol se pôr nos lugares mais lindos imagináveis.

15. Andei de bicicleta no centro de Londres (NÃO FAÇA ISSO.)

16. Andei de barco pelo Thames

17. Visitei Notting Hill e Brick Lane

18. Li debaixo de uma árvore no Kensington Gardens.

19. Fui babá. (Sério. De duas crianças. Quem diria não é?!)

20. Senti saudade, chorei de soluçar e achei que não ia aguentar ficas quase 5 meses longe de todo mundo

21. Vi pessoalmente obras de arte que eu via nos livros da escola na infância

22. Visitei os museus mais espetaculares e gigantescos

23. Trabalhei em um restaurante turco (e não voltei no dia seguinte… Don’t ask!)

24. Entrei nas livrarias mais maravilhosas do universo. Foyles ❤ Waterstones ❤

25. Ouvi os estudantes de música da Universidade de Greenwich ensaiando.

26. Caminhei pela beira do Thames à noite. (Great atmosfere, give it a try!)

27. Me apaixonei pela vista do Observatório de Greenwich

28. Pisei na Linha de Greenwich.

29. Descobri que a expressão mais dita pelos ingleses provavelmente é “Thank you”.

30. Vi mais bandeira do Brasil lá durante a Copa do que vejo no Brasil.

31. Vi a diferença que faz viver num país onde o Governo realmente se preocupa com o povo.

32. Vi a diferença que faz viver entre um povo que respeita seu país, se respeita entre si e ajuda na preservação do meio ambiente.

33. Descobri que os ingleses são MUITO consumistas.

34. Vi a maior quantidade de pessoas ruivas de toda a minha vida.

35. Visitei a loucura de Camden Town

36. Vi as pessoas mais estranhas possíveis

37. Descobri que amo viajar

38. Descobri que não gosto da sensação de sentirem minha falta

39. Me determinei a fazer uma viagem pra um lugar diferente todo ano da minha vida.

40. Quis morar pra sempre em Londres

41. Quis dar uma de louca e sair viajando por aí sem contar nada pra ninguém (eu não vou fazer isso mãe, prometo)

42. Perdi o show do Coldplay no Royal Albert Hall. Imperdoável!

43. Tentei ver o nascer do Sol no dia do meu aniversário (o dia amanheceu mais nublado do que nunca, só perdi horas de sono)

44. Estive presente na inauguração da estátua da Amy Winehouse em Camden Town.

45. Fiz 22 anos!

Teria muito mais coisa pra colocar aqui. Minha lista original tem 57 coisas, mas algumas delas são coisas pessoais, então eu dei uma resumida.

Aliás, esse post era pra ter sido publicado na semana em que eu voltei, mas eu acabei esquecendo ele nos meus rascunhos. De qualquer forma, obrigada por ler e até a próxima! (:

p.s: coloquei uma galeria com algumas fotos da minha viagem na coluna à direita!

Sobre relacionamentos – a timidez

Relacionamentos, por mais da metade da minha pequena vida de 22 anos, não foram fácies. Sempre fui mais quieta e como dizem “reservada”. Mas também sempre odiei que me chamassem de “tímida”. Porque sério, eu não sou tímida. Eu apenas demoro um pouquinho mais do que as outras pessoas ditas “extrovertidas”, pra me sentir à vontade o suficiente pra estabelecer um diálogo satisfatório e bacana pra sociedade. E com algumas pessoas isso acaba nem acontecendo, por uma infinidade de motivos.

Mas veja bem, não estou dizendo que eu era mal educada e jacu. Sempre soube socializar aquele mínimo que você precisa pra não ser ignorante com ninguém, mas digamos que eu permanecia ali, nesse mínimo e só às vezes um pouco mais além. Vale ressaltar que isso acontecia em situações de novidade ok?! Tipo os primeiros contatos com uma pessoa ou um ambiente novo. E hoje em dia eu acho isso extremamente normal pra falar bem a verdade.

O maior problema é que depois de um tempo que você ouve as pessoas dizendo que você é uma coisa, você acaba realmente acreditando que você é aquilo. Tipo essa ditadura da beleza que diz que se você não servir numa calça 38 você é gorda e feia, uma hora você acredita nisso de tanto que é “sutilmente” te jogado goela abaixo pela sociedade e não só pela mídia. E na verdade a gente já tá num nível que nem só caber numa calça 38 basta né, mas isso eu falo outro dia. O fato é que essas coisas acabam moldando a sua personalidade, e te fazendo uma pessoa mais confiante ou não. Mais sociável ou não. Mais aceitável pro mundo ou não.

E por esses motivos e pelos bullyings que qualquer criança que não more numa bolha passa (e sobrevive, diga-se de passagem), eu me tornei uma criança e uma adolescente tímida e com poucas amizades. Talvez eu esteja exagerando, mas às vezes penso que é por isso que eu não tenho aqueles amigos de infância tipo irmãos que uma grande parte das pessoas que eu conheço tem. Mesmo assim, felizmente a maior parte das pessoas que são meus amigos há muito tempo, são pessoas que souberam respeitar a minha personalidade e me fizeram aos poucos me sentir à vontade com eles. E a maioria deles são pessoas super sociáveis e extrovertidas. Ou seja, o fato de eu ser eu mesma me trouxe amizades verdadeiras e duradouras e com pessoas que me respeitam e me ajudam a crescer.

Lógico que amadurecer, passar por uma faculdade e ter o meu primeiro emprego me ajudou a vencer isso. O mais engraçado é que por mais que eu me rotulasse “tímida”, as coisas que eu sempre escolhi fazer são coisas em que uma pessoa tímida fracassaria completamente. Eu me formei em Licenciatura, ou seja, eu sou professora. Como se não bastasse isso, eu me formei em Licenciatura em MÚSICA. E convenhamos, músicos não podem ser tímidos. Quietos talvez, mas não tímidos. Mesmo quando eu era mais nova, na escola eu fiz Teatro, com 15 anos eu fiz dança. Já fui professora de musicalização de criança, já fui secretária, já fui vendedora, já atendi num pub. Já fiz várias coisas que envolvem a coisa que pessoas tímidas mais temem e que eu temi por muito tempo: falar com pessoas estranhas.

Hoje em dia eu já não me considero uma pessoa tímida e contrario as pessoas que me chamam assim. Sei que eu consigo ter diálogos muito legais mesmo que eu não conheça muito bem a pessoa, sei que eu consigo ser divertida pra uma criança, sei que eu consigo apresentar um projeto pra pessoas mais experientes e mais velhas do que eu, sei que eu consigo ser engraçada, sei que eu consigo ser eu mesma sem ter medo de estar fazendo alguma coisa errada.

Sim, eu sou uma pessoa mais quieta, mas isso não é timidez. Eu tenho meus dias em que eu não vou querer conversar muito, mesmo que você seja meu melhor amigo. Eu demoro um tempo pra confiar e me abrir com as pessoas e acho isso saudável pra mim. Eu sempre vou preferir escutar à falar. Eu ainda não fico sorrindo pra tudo e todos. Mas eu gosto de mim assim, essa é minha personalidade. E ela não se resume a esse termo pejorativo que eu fui obrigada a ouvir a vida inteira.