O que você faz quando não sabe o que fazer?

Você já passou por algum momento ou situação em que não fazia ideia do que fazer? Se tomava alguma iniciativa, se pedia ajuda, se chorava ou se nada fazia?!

Já passei por muitos momentos assim e percebi que esses momentos são decisivos não só naquela situação mas pra você entender sua própria forma de agir e às vezes até medir como vai a sua fé.

Eu me considero uma pessoa um tanto impulsiva e isso é uma coisa contra a qual luto diariamente. Em muitas situações ser impulsiva te trás coisas surpreendentes e até te faz agir com ousadia e isso pode trazer consequências boas ou ruins. E é muito legal quando a consequência é boa e tremendamente ruim quando não é. Você fica arrependido por ter dito algo ou por ter agido tão prontamente em um momento em que deveria ter ficado quieto ponderando sua decisão.

Tomar decisões importantes na maioria das vezes não é algo fácil. Mas às vezes nós subestimamos pequenas decisões do cotidiano que acabam sendo importantes devido às suas consequências a longo prazo. Por exemplo, decidir ser impaciente e falar algo àspero pode aos poucos acabar com um relacionamento.

Eu tenho vivido um momento no qual eu realmente nada posso fazer sobre uma situação específica. E pra alguém que gosta que tudo ocorra de determinada forma e que não gosta de se ver em posições vulneráveis e de incertezas isso pode logo acabar com a sua paz. E infelizmente em alguns dias isso acontece. E sim, eu dou aquela bela surtada e saio falando tudo o que não deveria impulsivamente. Depois vem aquele arrependimento que eu citei ali em cima e que você deve conhecer também. Quem nunca não é mesmo?!

Mas podemos aprender muito com esses momentos de vulnerabilidade sabe?! Principalmente aprender a confiar em Deus. Eu sou muito prática e determinada, gosto de resolver as coisas logo. Mesmo que eu não saiba como fazer algo sempre prefiro tentar antes de desistir.

Mas isso tem me confrontado a aprender a sentar, analisar as coisas e a não confiar no meu próprio braço, na minha própria sabedoria, no meu próprio tempo.

É realmente muito difícil sentar e esperar quando você meio que está programado pra decidir logo as coisas e sair fazendo o que acha que vai ser melhor pra você. Mas não é isso que Deus espera de nós em muitos casos.

Às vezes nós nos encontramos nessa situação de espera não porque estamos fazendo algo errado ou porque não estamos nos esforçando o suficiente. Às vezes esse lugar de espera é o centro da vontade de Deus pra sua vida naquele momento. Talvez existam coisas que você precisa aprender nesse tempo. Talvez você precise repensar suas decisões até aqui. Talvez você precise desse tempo pra entender a vontade do Pai pra sua vida antes de algo importante acontecer.

Nem sempre estar sentado fazendo nada significa que você está realmente fazendo nada.

Busque conselhos. Ore. Converse com quem se importa com você e esteja apto a te ajudar nesse caminho. Analise se você tem agido da forma correta em situações de vulnerabilidade. Sair falando e fazendo o que vem na sua cabeça, se desesperando e ficar batendo o pé impaciente não vai ajudar em nada. Muitas vezes o que Deus espera de nós é que tenhamos confiança Nele e fiquemos sentados “fazendo nada” de boca fechada e sabendo que a vontade Dele sempre vai ser a melhor.

pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

Filipenses 2:13

Amor extravagante

 

Achei uma Bíblia antiga esses dias. Não exatamente antiga, eu usava ela há uns 4 anos atrás, talvez mais. E lá encontrei uma anotação que fiz quando cantei numa igreja pequenininha pela primeira vez. Era a música “How He loves” do John Mark McMillan. Certamente uma das músicas que mais mexe comigo até hoje, e ainda hoje quando toco essa música sinto o surpreendente amor de Deus e a Sua presença me deixa completamente sem palavras. E aí dá aquela vontade de chorar ou de fazer qualquer coisa pra retribuir esse amor. Bate aquele desespero de achar que eu deveria estar fazendo mais por Ele, porque olha só o quanto Ele me ama!! E Ele sabe que eu amo Ele também, mas puxa isso às vezes não parece suficiente. E aí eu quero externalizar esse amor de alguma forma naquele momento e não existe como. Não seria o suficiente.

Porque o amor Dele é tão perfeito. É tão maior que tudo, que não existe nada em minha capacidade ou habilidade humana capaz de retribuir esse amor da mesma forma.

E é aí que entra a minha nota, dentro da minha Bíblia. Na qual eu troquei a palavra “amor” pela palavra “Deus” na passagem de 1 Coríntios 13. Lembro de ter visto algum vídeo em que a pessoa citava esse verso dessa forma antes de ministrar a música que falei ali em cima.

Porque Deus é amor:

Deus é paciente, Deus é bondoso. Deus não inveja, não vangloria, não se orgulha. Ele não maltrata, não é egoísta.

Não se ira facilmente, não guarda rancor.

Deus não se alegra na injustiça, mas alegra com a verdade.

Deus tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Deus nunca falha.

A parte final do capítulo 13, na versão A mensagem, diz:
“Mas, por enquanto, até chegar a perfeição, temos três coisas que nos guiam até a consumação de tudo: confiança firme em Deus, esperança inabalável e amor extravagante. E o melhor desses três é amor.”

E sabe, se você pensar em cada frase desses versículos que eu modifiquei com o nome de Deus, talvez você tenha uma breve noção do tamanho e da perfeição do amor Dele por você.

Ele acredita em você. Ele o ama como jamais alguém seria capaz de te amar. E Ele quer estar com você a todo momento, da forma como você estiver hoje. Cansado, triste, com raiva. Ou até mesmo feliz e satisfeito com a sua vida. Ele quer entrar na sua vida pra te mostrar o quanto o amor Dele muda tudo.

Descobertas recentes nem tão recentes

Uau, já faz um tempo… Mais de um ano pelo que eu vi. E é muito engraçado como as coisas mudam. Estou escrevendo esse post pelo celular porque eu continuo sendo criativa nas senhas e depois esquecendo-as completamente. Parece uma auto sabotagem. Viva a tecnologia que grava minhas senhas! Pelo menos no celular…

Mas eu estava dizendo que as coisas mudam. E pelo que li dos posts passados, graças a Deus muita coisa mudou. 

Eu descobri coisas sobre o amor sim. Descobri também que minhas metáforas envolvendo comida precisam parar, (pra entender leia o post anterior).

Descobri acima de tudo que: o amor que eu precisava sentir não deveria partir somente de atitudes minhas ou de outros (outro cof cof), mas precisava ser algo que eu permitia Deus colocar no meu coração. Esse era o segredo. Foi só pedir.

Quando pedimos pra Deus nos ajudar a amar, significa que Ele vai nos permitir ver o outro de uma forma diferente. Ver nos defeitos uma oportunidade de crescimento, e nas situações que fogem do seu controle um motivo para abrir mão do seu orgulho.

E por falar nisso, amor e orgulho são duas coisas que não andam lado a lado. Ou você tem um ou você tem outro. 

Descobri que ou você aceita as falhas dos outros e aprende a não exigir perfeição de ninguém ou acabará sozinho. Afinal, ninguém gosta daquele dedo julgador que ainda não aprendeu a apontar para si de vez enquando.

E nas coisas nas quais você  é falho você luta diariamente pra mudar e nem todo dia é uma vitória. Você ainda vai acabar magoando alguém vez ou outra por coisas que depois se arrepende. Mas o principal é continuar tentando e pedindo pra que Ele te transforme todo dia. Afinal, não somos perfeitos mas sempre podemos melhorar.

Mas também devemos lembrar que temos que fazer a nossa parte, o nosso esforço e o nosso sacrifício. Certamente vai ver a pena.

Sobre relacionamentos – ser solteiro

Vamos lá. Estar solteiro não é e nunca foi o fim do mundo. Tudo depende da forma como você age quando não está em um relacionamento. Esse post é pra falar sobre algumas coisas coisas que eu aprendi e coisas que Deus me fez perceber na minha vida. Achei que deveria compartilhar porque sei que isso é uma dificuldade na vida de muitas pessoas. Então nada mais justo do que eu tentar ajudar com o que aprendi das experiências que eu tive.
Bom, pra começar, vamos do básico: CHEGA DE RECLAMAR. Porque sério, ficar resmungando e choramingando pelos cantos não é atraente pra ninguém, te deixa infeliz e ainda por cima não resolve nada. E principalmente, NÃO RECLAME E PUBLIQUE SUA CARÊNCIA NO FACEBOOK. Por favor. Primeiro porque isso causa uma vergonha alheia terrível nos seus amigos, segundo que isso só vai fazer as pessoas acharem que você tá desesperado. E também pode atrair aquelas pessoas que gostam de se aproveitar de pessoas em desespero. Ou seja, não traz benefício nenhum pra situação. Quer reclamar fala com a mãe ou melhor amiga. Mas na minha opinião o que resolve mesmo é ir pro quarto e desabafar com Aquele que conhece o teu futuro melhor que você. De qualquer forma, pare de fazer disso um problema e o centro de todas as suas ações e pensamentos. Só isso já ajuda um monte!
Depois que você parou de reclamar, você deve começar a entender a seguinte coisa: pra achar alguém que você ame, é preciso SER alguém que você ame. Você tem que procurar se desenvolver nas suas atividades. Se foque mais no seu trabalho, procure uma faculdade pra fazer, leia sobre assuntos variados, cuide do seu corpo e da sua mente. Faça planos, faça viagens. Seja uma pessoa interessante, alguém que tem assuntos variados pra conversar. Uma pessoa ativa com certeza chama mais atenção. Aproveite pra fazer coisas que você gosta sozinho, aprenda a se divertir sozinho e a curtir sua própria companhia, assim você vai se conhecer e se descobrir mais. Vai aprender que não precisa de uma companhia pra ser feliz e completo. Vai aprender a gostar mais de quem você é. E se você não amar a pessoa que você é, dificilmente outra pessoa vai conseguir fazer isso. Lógica, apenas.
Aprenda a lidar com a carência. Não fique se iludindo com toda pessoa interessante que vem falar com você. Aprenda a discernir quando uma pessoa está realmente interessada ou quando ela só quer sua amizade. Sei que isso é difícil e que tem gente por aí que curte dar uma confundida proposital na cabeça da gente só pra acariciar seu próprio ego. Mas enfim, aprenda a equilibrar suas expectativas e a não confiar cegamente nas intenções das pessoas. Se alguém realmente tem interesse em você, não vão existir dúvidas por muito tempo. Pessoas honestas e que valem o nosso investimento costumam deixar as coisas claras, tenha calma.
E também você não entre em qualquer relacionamento só pra suprir sua carência. Perceba suas motivações pra entrar num relacionamento e principalmente seus motivos pra se relacionar com aquela pessoa especificamente. Quando a gente tá se motivando pela carência normalmente se você pensar bem a pessoa não tem quase nada a ver com você ou seu estilo de vida.
Outra coisa. Se você é cristão, procure usar esse tempo pra se aproximar de Deus, melhorar o teu relacionamento com Ele. Vai fazer um Estudo Bíblico, nem que seja você sozinho. Vai trabalhar na Igreja, fazer algum voluntariado. Use seu tempo pra fazer coisas que edifiquem, isso faz parte de se aperfeiçoar e se tornar uma pessoa mais interessante. Pois se você quer chamar atenção de outra pessoa cristã, isso com certeza vai ser uma das primeiras coisas que vão querer saber de você: seu relacionamento com Deus e a Igreja.
É importante nesse período também procurar desenvolver suas amizades. Procure estar próximo dos seus amigos e passar um tempo de qualidade com eles. As amizades nos ensinam a lidar com muitas coisas importantes num relacionamento, como aceitar os defeitos das outras pessoas, como lidar com o egoísmo e afins.
E por fim, uma das coisas mais difíceis pra mim: pare de remoer o passado. Todo mundo tem suas histórias, suas experiências e etc. Mas o que a gente deve fazer com tudo isso é tirar as lições, apreender o que foi bom e seguir em frente. Também não fique reclamando do seu passado, porque um dia você vai entender que até as coisas ruins Deus transforma em boas. Quando você estiver em um relacionamento você vai perceber que as coisas do passado ensinaram coisas pra você poder fazer a coisa certa agora. Nostalgia só é legal em letras de música e nas páginas de um livro. Na vida real ela machuca e aumenta feridas antigas.
Enfim gente. Talvez eu tenha falado coisas que parecem óbvias pra alguns de vocês, mas foram coisas que eu demorei muito tempo pra entender e aplicar. Mas quando eu consegui fazer isso eu me tornei mais feliz e me senti mais livre. E foi depois dessas coisas que Deus me ensinou e me fez perceber sobre minha vida, que eu encontrei uma pessoa pra caminhar ao meu lado. Claro que eu não sei ainda como vai ser o final da minha história, mas tenho aprendido muito sobre o namoro também. Dia a dia Deus me faz pensar e aprender muitas coisas. Hoje eu entendo que tem propósito na vida de solteiro, no namoro que dá errado, no que dá certo e lógico, no casamento. Mas nós precisamos estar sempre atentos pra conseguir entender e aprender esses propósitos, pra agirmos da maneira certa em cada momento das nossas vidas.
Espero ter te ajudado de alguma forma, mas obrigada por ler, de qualquer maneira! Até a próxima 😉

As 45 coisas

Como talvez você já saiba, eu passei 4 meses e meio em Londres. E no dia 15 de setembro, um dia depois do meu aniversário, informação desnecessária, lá estava eu sobrevoando Londres pela última vez em 2014 e voltando pro Brasil.

O que eu senti? Bom, um misto de angústia (porque 12 horas dentro de um avião dá muito tempo pra algo ruim acontecer e MEU DEUS QUANTO AVIÃO CAIU ESSE ANO!), tristeza porque eu realmente amei Londres e a Inglaterra até mais do que imaginava, uma pré-saudade da família que eu estava deixando lá e alívio por voltar pra casa, pra minha família e amigos, meu quarto, minhas coisas. Enfim, não foi legal. Mas aqui estou, já entediada e com saudade do agito e da beleza da terra da Rainha, mas feliz por estar bem e com mais um sonho realizado pra “ticar” da lista e mais alguns acrescentados.

Esse post é pra listar algumas coisas legais e que me marcaram nos últimos 4 meses e meio. Vamos lá!

As 45 coisas que eu fiz em Londres:

1. Conheci pessoas de lugares que eu mal lembrava que existia: Turquia, Bulgária, Romênia…)

2. Ouvi 5 idiomas diferentes simultaneamente dentro do ônibus.

3. Trabalhei num pub.

4. Quase completei minha coleção de livros da Jane Austen (Mainsfield Park na wishlist já!)

5. Descobri que tenho uma compulsão por comprar livros (comprei 20 durante a viagem toda, me segurei muito!)

6. Me emocionei com a vista de cima da London Eye.

7. Tomei chuva. Muita chuva.

8. Comi o tradicional English Breakfast e viciei em feijão doce!

9. Vi a troca da guarda no Palácio de Buckingham.

10. Fui na comemoração do aniversário da Rainha e vi a família Real.

11. Fiz pic nic no Green Park e corri no Greenwich Park.

12. Assisti Lucy Rose e Neil Young no Hyde Park ❤

13. Assisti um show do John Mayer pela segunda vez ❤

14. Vi várias vezes o Sol se pôr nos lugares mais lindos imagináveis.

15. Andei de bicicleta no centro de Londres (NÃO FAÇA ISSO.)

16. Andei de barco pelo Thames

17. Visitei Notting Hill e Brick Lane

18. Li debaixo de uma árvore no Kensington Gardens.

19. Fui babá. (Sério. De duas crianças. Quem diria não é?!)

20. Senti saudade, chorei de soluçar e achei que não ia aguentar ficas quase 5 meses longe de todo mundo

21. Vi pessoalmente obras de arte que eu via nos livros da escola na infância

22. Visitei os museus mais espetaculares e gigantescos

23. Trabalhei em um restaurante turco (e não voltei no dia seguinte… Don’t ask!)

24. Entrei nas livrarias mais maravilhosas do universo. Foyles ❤ Waterstones ❤

25. Ouvi os estudantes de música da Universidade de Greenwich ensaiando.

26. Caminhei pela beira do Thames à noite. (Great atmosfere, give it a try!)

27. Me apaixonei pela vista do Observatório de Greenwich

28. Pisei na Linha de Greenwich.

29. Descobri que a expressão mais dita pelos ingleses provavelmente é “Thank you”.

30. Vi mais bandeira do Brasil lá durante a Copa do que vejo no Brasil.

31. Vi a diferença que faz viver num país onde o Governo realmente se preocupa com o povo.

32. Vi a diferença que faz viver entre um povo que respeita seu país, se respeita entre si e ajuda na preservação do meio ambiente.

33. Descobri que os ingleses são MUITO consumistas.

34. Vi a maior quantidade de pessoas ruivas de toda a minha vida.

35. Visitei a loucura de Camden Town

36. Vi as pessoas mais estranhas possíveis

37. Descobri que amo viajar

38. Descobri que não gosto da sensação de sentirem minha falta

39. Me determinei a fazer uma viagem pra um lugar diferente todo ano da minha vida.

40. Quis morar pra sempre em Londres

41. Quis dar uma de louca e sair viajando por aí sem contar nada pra ninguém (eu não vou fazer isso mãe, prometo)

42. Perdi o show do Coldplay no Royal Albert Hall. Imperdoável!

43. Tentei ver o nascer do Sol no dia do meu aniversário (o dia amanheceu mais nublado do que nunca, só perdi horas de sono)

44. Estive presente na inauguração da estátua da Amy Winehouse em Camden Town.

45. Fiz 22 anos!

Teria muito mais coisa pra colocar aqui. Minha lista original tem 57 coisas, mas algumas delas são coisas pessoais, então eu dei uma resumida.

Aliás, esse post era pra ter sido publicado na semana em que eu voltei, mas eu acabei esquecendo ele nos meus rascunhos. De qualquer forma, obrigada por ler e até a próxima! (:

p.s: coloquei uma galeria com algumas fotos da minha viagem na coluna à direita!

Sobre relacionamentos – a timidez

Relacionamentos, por mais da metade da minha pequena vida de 22 anos, não foram fácies. Sempre fui mais quieta e como dizem “reservada”. Mas também sempre odiei que me chamassem de “tímida”. Porque sério, eu não sou tímida. Eu apenas demoro um pouquinho mais do que as outras pessoas ditas “extrovertidas”, pra me sentir à vontade o suficiente pra estabelecer um diálogo satisfatório e bacana pra sociedade. E com algumas pessoas isso acaba nem acontecendo, por uma infinidade de motivos.

Mas veja bem, não estou dizendo que eu era mal educada e jacu. Sempre soube socializar aquele mínimo que você precisa pra não ser ignorante com ninguém, mas digamos que eu permanecia ali, nesse mínimo e só às vezes um pouco mais além. Vale ressaltar que isso acontecia em situações de novidade ok?! Tipo os primeiros contatos com uma pessoa ou um ambiente novo. E hoje em dia eu acho isso extremamente normal pra falar bem a verdade.

O maior problema é que depois de um tempo que você ouve as pessoas dizendo que você é uma coisa, você acaba realmente acreditando que você é aquilo. Tipo essa ditadura da beleza que diz que se você não servir numa calça 38 você é gorda e feia, uma hora você acredita nisso de tanto que é “sutilmente” te jogado goela abaixo pela sociedade e não só pela mídia. E na verdade a gente já tá num nível que nem só caber numa calça 38 basta né, mas isso eu falo outro dia. O fato é que essas coisas acabam moldando a sua personalidade, e te fazendo uma pessoa mais confiante ou não. Mais sociável ou não. Mais aceitável pro mundo ou não.

E por esses motivos e pelos bullyings que qualquer criança que não more numa bolha passa (e sobrevive, diga-se de passagem), eu me tornei uma criança e uma adolescente tímida e com poucas amizades. Talvez eu esteja exagerando, mas às vezes penso que é por isso que eu não tenho aqueles amigos de infância tipo irmãos que uma grande parte das pessoas que eu conheço tem. Mesmo assim, felizmente a maior parte das pessoas que são meus amigos há muito tempo, são pessoas que souberam respeitar a minha personalidade e me fizeram aos poucos me sentir à vontade com eles. E a maioria deles são pessoas super sociáveis e extrovertidas. Ou seja, o fato de eu ser eu mesma me trouxe amizades verdadeiras e duradouras e com pessoas que me respeitam e me ajudam a crescer.

Lógico que amadurecer, passar por uma faculdade e ter o meu primeiro emprego me ajudou a vencer isso. O mais engraçado é que por mais que eu me rotulasse “tímida”, as coisas que eu sempre escolhi fazer são coisas em que uma pessoa tímida fracassaria completamente. Eu me formei em Licenciatura, ou seja, eu sou professora. Como se não bastasse isso, eu me formei em Licenciatura em MÚSICA. E convenhamos, músicos não podem ser tímidos. Quietos talvez, mas não tímidos. Mesmo quando eu era mais nova, na escola eu fiz Teatro, com 15 anos eu fiz dança. Já fui professora de musicalização de criança, já fui secretária, já fui vendedora, já atendi num pub. Já fiz várias coisas que envolvem a coisa que pessoas tímidas mais temem e que eu temi por muito tempo: falar com pessoas estranhas.

Hoje em dia eu já não me considero uma pessoa tímida e contrario as pessoas que me chamam assim. Sei que eu consigo ter diálogos muito legais mesmo que eu não conheça muito bem a pessoa, sei que eu consigo ser divertida pra uma criança, sei que eu consigo apresentar um projeto pra pessoas mais experientes e mais velhas do que eu, sei que eu consigo ser engraçada, sei que eu consigo ser eu mesma sem ter medo de estar fazendo alguma coisa errada.

Sim, eu sou uma pessoa mais quieta, mas isso não é timidez. Eu tenho meus dias em que eu não vou querer conversar muito, mesmo que você seja meu melhor amigo. Eu demoro um tempo pra confiar e me abrir com as pessoas e acho isso saudável pra mim. Eu sempre vou preferir escutar à falar. Eu ainda não fico sorrindo pra tudo e todos. Mas eu gosto de mim assim, essa é minha personalidade. E ela não se resume a esse termo pejorativo que eu fui obrigada a ouvir a vida inteira.

5 coisas: livros

Faz algum tempo que eu descobri meu vício em livros. Eu sempre amei ler. Desde pequena minha mãe me levava na biblioteca da faculdade em que ela estudava e na biblioteca pública aqui de Curitiba. E então eu comecei a realmente pegar o gosto pela leitura, a cada duas semanas eu lia uma nova história e conhecia personagens novas. Na minha escola a gente tinha também um dia na semana pra ir na biblioteca, emprestar um livro e um tempo pra ficar lá lendo. Tudo isso me levou a gostar de ler, apesar de eu ainda não me considerar uma devoradora de livros. Já li muito mais do que leio hoje, e durante a faculdade eu perdi um pouco do hábito de ler por prazer, estou retomando isso aos poucos. O caso é que durante a minha viagem, pra tristeza do meu bolso, eu encontrei duas livrarias maravilhosas que já mencionei em algum post por aí. A Foyles e a Waterstones. Foi aí que eu comecei a ficar viciada nessa coisa toda de novo e comprei uns 20 livros que quase ficaram pelo caminho por causa do peso da minha mala na volta ao Brasil. Mas enfim, o objetivo deste post é falar dos livros que mais me fizeram feliz nos últimos meses e aproveitar pra te incentivar a ler! (:

1. Pride and Prejudice – Jane Austen Pelo que eu me lembro, foi o primeiro que eu comprei. Eu já li Orgulho e Preconceito em português, mas ainda não tinha comprado o livro. Existem um trilhão de edições dos livros da Jane Austen e cada uma mais maravilhosa que a outra. A que eu comprei é uma versão de bolso de colecionador, com ilustrações. As folhas são bem fininhas, é um livro bem frágil. A capa é hardcover. Acredito que a maioria das pessoas já ouviu falar desse livro, mas se você não leu eu super recomendo! O filme também é muito bom! IMG_0537.JPG IMG_0535.JPG 2. Paper Towns A essa altura você já deve ter ouvido falar do John Green, o autor de “A culpa é das Estrelas”. Pois bem, ele escreveu vários livros além desse, um deles é “Paper Towns” ou “Cidades de Papel”. A primeira vez que eu comprei um livro do John Green, “A Culpa é das Estrelas”, eu não consegui ler. Achei a linguagem meio simples demais, sei lá, não gostei. Depois que a febre sobre esse livro começou foi que eu peguei o livro de volta pra ler, e lógico que no final só restaram lágrimas. Então resolvi ler outras obras do John Green, comecei com Paper Towns e foi uma ótima escolha! É aquele tipo de livro que você não consegue parar de ler e quando não está lendo você está pensando sobre a história. O final me surpreendeu bastante, assim como o desenrolar da história cheia de mistérios. Vale muito a pena ler também! A edição que comprei é em paperback, por isso ficou um pouco destruída ao fim da leitura, mas achei a capa bem mais bonita do que a da versão americana. IMG_0785.JPG 3. Rainbow Rowell Essa autora maravilhosa eu descobri antes de viajar. O primeiro livro que li foi Eleanor & Park, como a maioria das pessoas. Adorei a história! Um belo dia eu estava passeando por uma outra livraria muito boa, que eu não lembro o nome agora, e achei Fangirl. Já tinha ouvido muito falar desse livro nos blogs que eu acompanho e resolvi dar uma chance, apesar do título e a sinopse não terem me chamado muito a atenção. Mais uma surpresa! Foi um dos livros que mais gostei de ler esse ano, deu uma super dor no coração quando terminei a história. Por isso eu resolvi comprar os outros dois livros da Rainbow que eu ainda não tinha, “Landline” e “Attachments”. Gostei muito do primeiro, apesar de o final me deixar tipo “tá, mas e aí?”. Já “Attachments” eu comecei a ler, mas não me prendi muito e acabei desistindo da leitura. Mas juro que vou tentar de novo em breve! Enfim, fica a dica da autora 😉 IMG_0455.JPG 4. Alice’s Adventures in Wonderland and Through The Looking- Glass Um livro que acho que a maioria de nós já leu em algum momento da vida. Ou já viu pelo menos algum filme a respeito. Mas eu ainda não tinha comprado nenhum exemplar, e também existem um trilhão de versões! Escolhi essa porque achei muito bonita e de um material muito bom e o preço me surpreendeu bastante. Tem as ilustrações de John Tenniel, que são incríveis! As folhas são muito macias e ~aqui vai o momento awkward do post~ esse livro é o mais cheiroso que eu tenho. Sério. Leitores entenderão!

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5. The Miniaturist

Eu comprei esse livro porque ele me perseguia. Todas as livrarias que eu ia ele estava lá, eu entrava na internet pra buscar novos títulos e autores e lá estava ele. E um belo dia eu peguei ele e abri, e me deparei com um dos livros mais lindos (fisicamente) que eu já tive. Eu ainda não li ele, porque ele é bem longo e a linguagem é um pouco mais complexa do que os outros livros em inglês que eu tenho, então estou esperando um momento em que eu realmente possa me concentrar nele pra ler. É uma história de mistério que se passa em Amsterdã em 1686 com uma garota de 18 anos. A autora é Jessie Burton, que estudou em Oxford e mora em Londres. Depois que eu ler eu posso fazer uma resenha aqui!

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Então é isso. Pretendo escrever mais sobre livros por aqui, postar resenhas e tudo o mais. Acho que é uma boa forma de indicar livros e incentivar as pessoas a lerem! Se você tiver algum livro pra me indicar fique à vontade!

Obrigada por ler e até a próxima! (: