O que você faz quando não sabe o que fazer?

Você já passou por algum momento ou situação em que não fazia ideia do que fazer? Se tomava alguma iniciativa, se pedia ajuda, se chorava ou se nada fazia?!

Já passei por muitos momentos assim e percebi que esses momentos são decisivos não só naquela situação mas pra você entender sua própria forma de agir e às vezes até medir como vai a sua fé.

Eu me considero uma pessoa um tanto impulsiva e isso é uma coisa contra a qual luto diariamente. Em muitas situações ser impulsiva te trás coisas surpreendentes e até te faz agir com ousadia e isso pode trazer consequências boas ou ruins. E é muito legal quando a consequência é boa e tremendamente ruim quando não é. Você fica arrependido por ter dito algo ou por ter agido tão prontamente em um momento em que deveria ter ficado quieto ponderando sua decisão.

Tomar decisões importantes na maioria das vezes não é algo fácil. Mas às vezes nós subestimamos pequenas decisões do cotidiano que acabam sendo importantes devido às suas consequências a longo prazo. Por exemplo, decidir ser impaciente e falar algo àspero pode aos poucos acabar com um relacionamento.

Eu tenho vivido um momento no qual eu realmente nada posso fazer sobre uma situação específica. E pra alguém que gosta que tudo ocorra de determinada forma e que não gosta de se ver em posições vulneráveis e de incertezas isso pode logo acabar com a sua paz. E infelizmente em alguns dias isso acontece. E sim, eu dou aquela bela surtada e saio falando tudo o que não deveria impulsivamente. Depois vem aquele arrependimento que eu citei ali em cima e que você deve conhecer também. Quem nunca não é mesmo?!

Mas podemos aprender muito com esses momentos de vulnerabilidade sabe?! Principalmente aprender a confiar em Deus. Eu sou muito prática e determinada, gosto de resolver as coisas logo. Mesmo que eu não saiba como fazer algo sempre prefiro tentar antes de desistir.

Mas isso tem me confrontado a aprender a sentar, analisar as coisas e a não confiar no meu próprio braço, na minha própria sabedoria, no meu próprio tempo.

É realmente muito difícil sentar e esperar quando você meio que está programado pra decidir logo as coisas e sair fazendo o que acha que vai ser melhor pra você. Mas não é isso que Deus espera de nós em muitos casos.

Às vezes nós nos encontramos nessa situação de espera não porque estamos fazendo algo errado ou porque não estamos nos esforçando o suficiente. Às vezes esse lugar de espera é o centro da vontade de Deus pra sua vida naquele momento. Talvez existam coisas que você precisa aprender nesse tempo. Talvez você precise repensar suas decisões até aqui. Talvez você precise desse tempo pra entender a vontade do Pai pra sua vida antes de algo importante acontecer.

Nem sempre estar sentado fazendo nada significa que você está realmente fazendo nada.

Busque conselhos. Ore. Converse com quem se importa com você e esteja apto a te ajudar nesse caminho. Analise se você tem agido da forma correta em situações de vulnerabilidade. Sair falando e fazendo o que vem na sua cabeça, se desesperando e ficar batendo o pé impaciente não vai ajudar em nada. Muitas vezes o que Deus espera de nós é que tenhamos confiança Nele e fiquemos sentados “fazendo nada” de boca fechada e sabendo que a vontade Dele sempre vai ser a melhor.

pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele.

Filipenses 2:13

Amor extravagante

 

Achei uma Bíblia antiga esses dias. Não exatamente antiga, eu usava ela há uns 4 anos atrás, talvez mais. E lá encontrei uma anotação que fiz quando cantei numa igreja pequenininha pela primeira vez. Era a música “How He loves” do John Mark McMillan. Certamente uma das músicas que mais mexe comigo até hoje, e ainda hoje quando toco essa música sinto o surpreendente amor de Deus e a Sua presença me deixa completamente sem palavras. E aí dá aquela vontade de chorar ou de fazer qualquer coisa pra retribuir esse amor. Bate aquele desespero de achar que eu deveria estar fazendo mais por Ele, porque olha só o quanto Ele me ama!! E Ele sabe que eu amo Ele também, mas puxa isso às vezes não parece suficiente. E aí eu quero externalizar esse amor de alguma forma naquele momento e não existe como. Não seria o suficiente.

Porque o amor Dele é tão perfeito. É tão maior que tudo, que não existe nada em minha capacidade ou habilidade humana capaz de retribuir esse amor da mesma forma.

E é aí que entra a minha nota, dentro da minha Bíblia. Na qual eu troquei a palavra “amor” pela palavra “Deus” na passagem de 1 Coríntios 13. Lembro de ter visto algum vídeo em que a pessoa citava esse verso dessa forma antes de ministrar a música que falei ali em cima.

Porque Deus é amor:

Deus é paciente, Deus é bondoso. Deus não inveja, não vangloria, não se orgulha. Ele não maltrata, não é egoísta.

Não se ira facilmente, não guarda rancor.

Deus não se alegra na injustiça, mas alegra com a verdade.

Deus tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Deus nunca falha.

A parte final do capítulo 13, na versão A mensagem, diz:
“Mas, por enquanto, até chegar a perfeição, temos três coisas que nos guiam até a consumação de tudo: confiança firme em Deus, esperança inabalável e amor extravagante. E o melhor desses três é amor.”

E sabe, se você pensar em cada frase desses versículos que eu modifiquei com o nome de Deus, talvez você tenha uma breve noção do tamanho e da perfeição do amor Dele por você.

Ele acredita em você. Ele o ama como jamais alguém seria capaz de te amar. E Ele quer estar com você a todo momento, da forma como você estiver hoje. Cansado, triste, com raiva. Ou até mesmo feliz e satisfeito com a sua vida. Ele quer entrar na sua vida pra te mostrar o quanto o amor Dele muda tudo.

Descobertas recentes nem tão recentes

Uau, já faz um tempo… Mais de um ano pelo que eu vi. E é muito engraçado como as coisas mudam. Estou escrevendo esse post pelo celular porque eu continuo sendo criativa nas senhas e depois esquecendo-as completamente. Parece uma auto sabotagem. Viva a tecnologia que grava minhas senhas! Pelo menos no celular…

Mas eu estava dizendo que as coisas mudam. E pelo que li dos posts passados, graças a Deus muita coisa mudou. 

Eu descobri coisas sobre o amor sim. Descobri também que minhas metáforas envolvendo comida precisam parar, (pra entender leia o post anterior).

Descobri acima de tudo que: o amor que eu precisava sentir não deveria partir somente de atitudes minhas ou de outros (outro cof cof), mas precisava ser algo que eu permitia Deus colocar no meu coração. Esse era o segredo. Foi só pedir.

Quando pedimos pra Deus nos ajudar a amar, significa que Ele vai nos permitir ver o outro de uma forma diferente. Ver nos defeitos uma oportunidade de crescimento, e nas situações que fogem do seu controle um motivo para abrir mão do seu orgulho.

E por falar nisso, amor e orgulho são duas coisas que não andam lado a lado. Ou você tem um ou você tem outro. 

Descobri que ou você aceita as falhas dos outros e aprende a não exigir perfeição de ninguém ou acabará sozinho. Afinal, ninguém gosta daquele dedo julgador que ainda não aprendeu a apontar para si de vez enquando.

E nas coisas nas quais você  é falho você luta diariamente pra mudar e nem todo dia é uma vitória. Você ainda vai acabar magoando alguém vez ou outra por coisas que depois se arrepende. Mas o principal é continuar tentando e pedindo pra que Ele te transforme todo dia. Afinal, não somos perfeitos mas sempre podemos melhorar.

Mas também devemos lembrar que temos que fazer a nossa parte, o nosso esforço e o nosso sacrifício. Certamente vai ver a pena.

Sobre relacionamentos – ser solteiro

Vamos lá. Estar solteiro não é e nunca foi o fim do mundo. Tudo depende da forma como você age quando não está em um relacionamento. Esse post é pra falar sobre algumas coisas coisas que eu aprendi e coisas que Deus me fez perceber na minha vida. Achei que deveria compartilhar porque sei que isso é uma dificuldade na vida de muitas pessoas. Então nada mais justo do que eu tentar ajudar com o que aprendi das experiências que eu tive.
Bom, pra começar, vamos do básico: CHEGA DE RECLAMAR. Porque sério, ficar resmungando e choramingando pelos cantos não é atraente pra ninguém, te deixa infeliz e ainda por cima não resolve nada. E principalmente, NÃO RECLAME E PUBLIQUE SUA CARÊNCIA NO FACEBOOK. Por favor. Primeiro porque isso causa uma vergonha alheia terrível nos seus amigos, segundo que isso só vai fazer as pessoas acharem que você tá desesperado. E também pode atrair aquelas pessoas que gostam de se aproveitar de pessoas em desespero. Ou seja, não traz benefício nenhum pra situação. Quer reclamar fala com a mãe ou melhor amiga. Mas na minha opinião o que resolve mesmo é ir pro quarto e desabafar com Aquele que conhece o teu futuro melhor que você. De qualquer forma, pare de fazer disso um problema e o centro de todas as suas ações e pensamentos. Só isso já ajuda um monte!
Depois que você parou de reclamar, você deve começar a entender a seguinte coisa: pra achar alguém que você ame, é preciso SER alguém que você ame. Você tem que procurar se desenvolver nas suas atividades. Se foque mais no seu trabalho, procure uma faculdade pra fazer, leia sobre assuntos variados, cuide do seu corpo e da sua mente. Faça planos, faça viagens. Seja uma pessoa interessante, alguém que tem assuntos variados pra conversar. Uma pessoa ativa com certeza chama mais atenção. Aproveite pra fazer coisas que você gosta sozinho, aprenda a se divertir sozinho e a curtir sua própria companhia, assim você vai se conhecer e se descobrir mais. Vai aprender que não precisa de uma companhia pra ser feliz e completo. Vai aprender a gostar mais de quem você é. E se você não amar a pessoa que você é, dificilmente outra pessoa vai conseguir fazer isso. Lógica, apenas.
Aprenda a lidar com a carência. Não fique se iludindo com toda pessoa interessante que vem falar com você. Aprenda a discernir quando uma pessoa está realmente interessada ou quando ela só quer sua amizade. Sei que isso é difícil e que tem gente por aí que curte dar uma confundida proposital na cabeça da gente só pra acariciar seu próprio ego. Mas enfim, aprenda a equilibrar suas expectativas e a não confiar cegamente nas intenções das pessoas. Se alguém realmente tem interesse em você, não vão existir dúvidas por muito tempo. Pessoas honestas e que valem o nosso investimento costumam deixar as coisas claras, tenha calma.
E também você não entre em qualquer relacionamento só pra suprir sua carência. Perceba suas motivações pra entrar num relacionamento e principalmente seus motivos pra se relacionar com aquela pessoa especificamente. Quando a gente tá se motivando pela carência normalmente se você pensar bem a pessoa não tem quase nada a ver com você ou seu estilo de vida.
Outra coisa. Se você é cristão, procure usar esse tempo pra se aproximar de Deus, melhorar o teu relacionamento com Ele. Vai fazer um Estudo Bíblico, nem que seja você sozinho. Vai trabalhar na Igreja, fazer algum voluntariado. Use seu tempo pra fazer coisas que edifiquem, isso faz parte de se aperfeiçoar e se tornar uma pessoa mais interessante. Pois se você quer chamar atenção de outra pessoa cristã, isso com certeza vai ser uma das primeiras coisas que vão querer saber de você: seu relacionamento com Deus e a Igreja.
É importante nesse período também procurar desenvolver suas amizades. Procure estar próximo dos seus amigos e passar um tempo de qualidade com eles. As amizades nos ensinam a lidar com muitas coisas importantes num relacionamento, como aceitar os defeitos das outras pessoas, como lidar com o egoísmo e afins.
E por fim, uma das coisas mais difíceis pra mim: pare de remoer o passado. Todo mundo tem suas histórias, suas experiências e etc. Mas o que a gente deve fazer com tudo isso é tirar as lições, apreender o que foi bom e seguir em frente. Também não fique reclamando do seu passado, porque um dia você vai entender que até as coisas ruins Deus transforma em boas. Quando você estiver em um relacionamento você vai perceber que as coisas do passado ensinaram coisas pra você poder fazer a coisa certa agora. Nostalgia só é legal em letras de música e nas páginas de um livro. Na vida real ela machuca e aumenta feridas antigas.
Enfim gente. Talvez eu tenha falado coisas que parecem óbvias pra alguns de vocês, mas foram coisas que eu demorei muito tempo pra entender e aplicar. Mas quando eu consegui fazer isso eu me tornei mais feliz e me senti mais livre. E foi depois dessas coisas que Deus me ensinou e me fez perceber sobre minha vida, que eu encontrei uma pessoa pra caminhar ao meu lado. Claro que eu não sei ainda como vai ser o final da minha história, mas tenho aprendido muito sobre o namoro também. Dia a dia Deus me faz pensar e aprender muitas coisas. Hoje eu entendo que tem propósito na vida de solteiro, no namoro que dá errado, no que dá certo e lógico, no casamento. Mas nós precisamos estar sempre atentos pra conseguir entender e aprender esses propósitos, pra agirmos da maneira certa em cada momento das nossas vidas.
Espero ter te ajudado de alguma forma, mas obrigada por ler, de qualquer maneira! Até a próxima 😉

Sobre relacionamentos – a timidez

Relacionamentos, por mais da metade da minha pequena vida de 22 anos, não foram fácies. Sempre fui mais quieta e como dizem “reservada”. Mas também sempre odiei que me chamassem de “tímida”. Porque sério, eu não sou tímida. Eu apenas demoro um pouquinho mais do que as outras pessoas ditas “extrovertidas”, pra me sentir à vontade o suficiente pra estabelecer um diálogo satisfatório e bacana pra sociedade. E com algumas pessoas isso acaba nem acontecendo, por uma infinidade de motivos.

Mas veja bem, não estou dizendo que eu era mal educada e jacu. Sempre soube socializar aquele mínimo que você precisa pra não ser ignorante com ninguém, mas digamos que eu permanecia ali, nesse mínimo e só às vezes um pouco mais além. Vale ressaltar que isso acontecia em situações de novidade ok?! Tipo os primeiros contatos com uma pessoa ou um ambiente novo. E hoje em dia eu acho isso extremamente normal pra falar bem a verdade.

O maior problema é que depois de um tempo que você ouve as pessoas dizendo que você é uma coisa, você acaba realmente acreditando que você é aquilo. Tipo essa ditadura da beleza que diz que se você não servir numa calça 38 você é gorda e feia, uma hora você acredita nisso de tanto que é “sutilmente” te jogado goela abaixo pela sociedade e não só pela mídia. E na verdade a gente já tá num nível que nem só caber numa calça 38 basta né, mas isso eu falo outro dia. O fato é que essas coisas acabam moldando a sua personalidade, e te fazendo uma pessoa mais confiante ou não. Mais sociável ou não. Mais aceitável pro mundo ou não.

E por esses motivos e pelos bullyings que qualquer criança que não more numa bolha passa (e sobrevive, diga-se de passagem), eu me tornei uma criança e uma adolescente tímida e com poucas amizades. Talvez eu esteja exagerando, mas às vezes penso que é por isso que eu não tenho aqueles amigos de infância tipo irmãos que uma grande parte das pessoas que eu conheço tem. Mesmo assim, felizmente a maior parte das pessoas que são meus amigos há muito tempo, são pessoas que souberam respeitar a minha personalidade e me fizeram aos poucos me sentir à vontade com eles. E a maioria deles são pessoas super sociáveis e extrovertidas. Ou seja, o fato de eu ser eu mesma me trouxe amizades verdadeiras e duradouras e com pessoas que me respeitam e me ajudam a crescer.

Lógico que amadurecer, passar por uma faculdade e ter o meu primeiro emprego me ajudou a vencer isso. O mais engraçado é que por mais que eu me rotulasse “tímida”, as coisas que eu sempre escolhi fazer são coisas em que uma pessoa tímida fracassaria completamente. Eu me formei em Licenciatura, ou seja, eu sou professora. Como se não bastasse isso, eu me formei em Licenciatura em MÚSICA. E convenhamos, músicos não podem ser tímidos. Quietos talvez, mas não tímidos. Mesmo quando eu era mais nova, na escola eu fiz Teatro, com 15 anos eu fiz dança. Já fui professora de musicalização de criança, já fui secretária, já fui vendedora, já atendi num pub. Já fiz várias coisas que envolvem a coisa que pessoas tímidas mais temem e que eu temi por muito tempo: falar com pessoas estranhas.

Hoje em dia eu já não me considero uma pessoa tímida e contrario as pessoas que me chamam assim. Sei que eu consigo ter diálogos muito legais mesmo que eu não conheça muito bem a pessoa, sei que eu consigo ser divertida pra uma criança, sei que eu consigo apresentar um projeto pra pessoas mais experientes e mais velhas do que eu, sei que eu consigo ser engraçada, sei que eu consigo ser eu mesma sem ter medo de estar fazendo alguma coisa errada.

Sim, eu sou uma pessoa mais quieta, mas isso não é timidez. Eu tenho meus dias em que eu não vou querer conversar muito, mesmo que você seja meu melhor amigo. Eu demoro um tempo pra confiar e me abrir com as pessoas e acho isso saudável pra mim. Eu sempre vou preferir escutar à falar. Eu ainda não fico sorrindo pra tudo e todos. Mas eu gosto de mim assim, essa é minha personalidade. E ela não se resume a esse termo pejorativo que eu fui obrigada a ouvir a vida inteira.

Crise criativa

Coisa mais abominável, mais incoerente e e indesejável é essa coisa chamada crise criativa.

Eu não sei muito bem por onde começar, porque eu não sei nem o motivo pelo qual isso acontece. Mas acredito que todos nós passamos por isso. Seja você um artista, um escritor, publicitário, engenheiro ou até empresário. Um dia chega o momento em que você simplesmente não consegue fluir. Os pensamentos são confusos, as ideias desconexas, ou simplesmente vem aquele branco. Aí você começa a questionar suas habilidades, sua formação, seu propósito na vida, enfim. Um série de perguntas.

Não sei se esse texto vai me trazer respostas pras perguntas que ficam rodeando minha cabeça há meses, mas pelo menos eu quero organizar minhas ideias aqui, com palavras, já que as melodias me abandonaram.

Talvez você ainda não conheça essa parte da minha vida, apesar de eu acreditar que a maioria das pessoas que lê esse blog saiba do meu envolvimento com a música. Acontece que a parte de composição sempre foi MUITO natural pra mim, assim como é escrever. É uma coisa que eu não preciso fazer um grande esforço. De fato, quando esse esforço existe o resultado acaba sendo ruim ou inatingido. Eu sou aquele tipo de ser que está andando na rua quando simplesmente DO NADA é atingido por alguma melodia ou por alguma frase que dá origem à uma canção. Isso sou eu. Acontece nas horas mais aleatórias, até no chuveiro ou enquanto eu durmo, sim até dormindo! E quando não é assim, eu não preciso pegar o violão por mais de uma hora até que saia alguma coisa pelo menos razoável, tanto em melodia quanto em letra. É assim que eu estou acostumada a levar as coisas. Não quero dizer que eu sou uma compositora genial. De fato minhas músicas são bem simples e tem algumas que eu realmente não gosto hoje em dia. Mas entenda, não é a grandiosidade da coisa que me alegra, e sim o fato de eu conseguir fazer música. Que as pessoas gostem ou não, que eu goste ou não. Eu sabia fazer isso. Isso era meu.

Acontece que já fazem meses que eu não consigo fazer nada quando pego o violão. Não sai nenhuma frase melódica aproveitável. Nenhum conjunto de palavras significantes o suficiente me vêm à mente. Eu estou numa crise criativa e não sei como sair dela. Às vezes eu fico tão chateada com isso que sinto desgosto da coisa toda, acabo desistindo. Veja, não é que eu estou triste e depressiva, estou numa das melhores fases da minha vida. Apesar de profissionalmente eu não fazer ideia do que vem a seguir, como pessoa eu estou plenamente feliz, e já cheguei a achar que esse é o problema, apesar de ser bem injusto.

De qualquer forma, isso é basicamente um desabafo e um pedido de ajuda. Como disse, acredito que de alguma forma todo mundo passa por isso em alguma área da sua vida em algum momento. Se você souber de algo que pode ajudar, não pense duas vezes antes de me escrever!

Caso queria ouvir as músicas que eu costumava escrever, aqui estão: https://soundcloud.com/deciphering

Enfim! Obrigada por ler meu pequeno desabafo hehe

Espero que volte! (:

Friday night feeling inspired

transborde amor

O título soa melhor em inglês, não critique!

Por falar em crítica, eis aqui uma pessoa que tem lentamente se livrado da mesma.

Vou te contar que é uma sensação de liberdade muito grande!

Tenho conversado sobre isso com algumas pessoas e dado o testemunho do quanto Deus tirou aquele peso que as pessoas críticas tem, de querer que tudo seja como eu acho que deve ser. Como é chato conviver com pessoas que colocam defeito em tudo e não filtram as palavras na hora de dizer o que pensam! Essas pessoas são internamente irritadas com tudo e acabam irritando os outros.

Eu era esse tipo de pessoa. Não me relacionava com quem não fosse muito parecido comigo, confesso que até se eu não gostasse da aparência da pessoa, do seu gosto musical ou do jeito que ela falava ou escrevia eu criava um certo bloqueio em dar uma chance pro relacionamento. E meu Deus, que atitude medíocre! Quantos amigos eu não perdi?!

Graças a Deus eu nunca fui muito de falar mal dos outros, aliás eu sou uma pessoa bem quieta na maior parte do tempo, porém não tímida, apesar de já ter sofrido com timidez também. Enfim, o problema de ser uma pessoa quieta é que os pensamentos gritam! Então, ao invés de falar mal dos outros, eu pensava. Ainda penso, muitas vezes! E isso faz tão mal quanto abrir a boca, porque falar coisas ruins e que não edificam só faz mal pra uma pessoa: você.

Eu comecei a perceber o quanto isso me prejudicava quando me vi quase completamente sem amigos. Com um coração frio e uma mente julgadora. Isso me fez sofrer bastante por um tempo, até Deus me ajudar a identificar o problema e me ajudar a combatê-lo. É uma luta diária ainda, o segredo é pedir a fiel ajuda do Espírito Santo, que sussurra no meu ouvido que eu não deveria pensar mal de tal pessoa porque Jesus pediu pra eu amar e não julgar. Que eu deveria aceitar a aparência do fulano porque Deus fez Ele assim e quem sou eu pra julgar a Criação?! Que às vezes as pessoas agem de determinada maneira porque ainda não aprenderam a agir de outra forma e eu deveria ter paciência com o erro dos outros, porque afinal eu também erro e faço coisas que pra alguma pessoa pode ser contestável.

E acima de tudo, que eu deveria sempre em todo tempo, transbordar o amor Dele e tudo o que Ele tem feito na minha vida. Transbordar essa salvação e essa liberdade. Transbordar a Sua paz. Transbordar vida, porque afinal, é pra isso que eu estou aqui!

Sei que todos nós sofremos com o pensamento julgador e crítico, mas peça ajuda ao Espírito Santo, assim como eu tenho feito. A cada dia eu aprendo mais a ser uma pessoa humilde de coração e a ter domínio próprio e isso tira todo o peso e irritação que a gente sente quando tem esses pensamentos.

Que Ele esteja sempre nos corrigindo e nos ensinando e que nós possamos transbordar esse amor tão grande e poderoso! 🙂

Amém!

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

– Gálatas 5:22-23