Eu tinha que escrever

Sobre o amor.

Estou numa busca com Deus, em meio ao que tenho vivido, sobre o que realmente é amar. Porque não sei se eu realmente sei amar e se a gente realmente sabe o que é isso.

Porque o que tenho visto por aí, é gente dizendo que ama mas não sabe demonstrar. Mas sinceramente, eu digo que amo batata frita e chocolate e ao mesmo tempo digo que amo meus pais e amo Jesus. Nós sabemos que existem diferentes tipos de amor, mas acredito que a principal diferença entre eles está nas minhas ações. A batata frita e o chocolate não precisam se sentir amados e o meu amor por eles é totalmente egoísta! Mas meus pais e Jesus precisam que eu demonstre meu amor, e de uma forma humilde. Ou seja, palavras são só palavras. Ações são uma coisa a mais.

Eu posso não saber muito sobre o que é amor, mas eu sei que não são só três palavras que você diz pra alguém com quem gosta de passar tempo, de beijar, de conversar. Não é uma chama que se apaga em uma noite. Não é paixão. Quem ama vai atrás de fazer o outro feliz. Faz você sair da sua zona de conforto, sair daquilo que pra você é óbvio e certo. O amor não é confortável o tempo inteiro. O amor sai das palavras e vai para as ações.

Se Deus apenas nos dissesse “Eu te amo”, mas não tivesse feito nada do que fez e faz diariamente pra nos mostrar isso e pra fazer com que a gente sinta isso, nós iriamos acreditar e querer retribuir esse amor? Nós iríamos nos sentir amados? Acho bem difícil.

“O objetivo do amor não é conseguir aquilo que você quer, mas fazer algo pelo bem-estar daquele a quem ama.” – Trecho de ‘As 5 linguagens do amor’.

Eu ainda não sei quase nada sobre o amor, e tenho um jeito bem falho de demonstrar o meu. Estou buscando em Deus e acho que todos nós devíamos ter essa busca, pois se tem algo em que estamos falhos, como sociedade em geral, é na forma como lidamos com o amor. Nós banalizamos e vulgarizamos o amor. Iludimos uns aos outros com palavras e não sabemos demonstrar nosso amor da forma correta pra quem gostaríamos. E a maioria de nós não sabe o que é amor.

Se você sabe que ama alguém mas não sabe demonstrar ou acredita que tem demonstrado da forma errada, saiba que como em tantas coisas, nós seres humanos somos diferentes na forma de nos sentir amados. A sua forma de se sentir amado, muito provavelmente é diferente da forma com que eu ou sua mãe se sente amada. Temos que ser bons observadores, pesquisadores e persistentes pra descobrir como agradar ao outro. Existem muitas pesquisas sobre as linguagens do amor e afins, e eu com certeza te encorajo a ir atrás disso e também a pedir de Deus que te ajude a saber demonstrar o que você sente de forma correta e humilde.

Sempre lembrando que:

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. – 1 Co 13:4-6

Lembrando também que:

10 coisas sobre Londres que vou sentir falta

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Então, como alguns sabem, estou em Londres desde o começo de maio. Essa foi uma viagem muito planejada e MUITO esperada! Desde que cheguei me senti muito bem e realmente me sinto realizada. Foi a melhor coisa que já me aconteceu até hoje, com certeza! E é por isso que, apesar de meus amigos e minha família ficarem chateados quando digo, por mim eu ficava aqui. Quem não ficaria??? Lógico que não é tão simples como parece, estrangeiros não podem simplesmente decidir ficar no país, mesmo por quê eles nem te permitem ter um trabalho formal dependendo do visto que te dão.
Enfim, estudei inglês e conheci o lugar mais incrível que existe! Cheguei aqui já apaixonada por Londres e com certeza vou sobrevoar a cidade com lágrimas nos olhos no dia 15 de setembro.
Pra começar a despedida, aqui vai a lista das coisas que vou sentir falta:
1. Greenwich Park
Acho que Greenwich, em geral, vai me fazer muita falta. Ainda mais pelas pessoas que moram lá… É onde estou morando com minha tia. O parque fica do lado de casa e é o mais lindo do mundo! Vou sentir muita falta de andar pelo parque, de comprar livros na Book Time e na Waterstones, de tomar chocolate quente com marshmallows no Costa no fim da tarde e de caminhar à beira do Thames. Já sinto saudades, Trafalgar Road…

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2. Waterloo
É um lugar incrível! Não só porque ali estão a London Eye e o Parlamento, mas porque tem muita coisa legal! Ali no pier da London Eye têm artistas de todo tipo o tempo todo fazendo seus shows. Os músicos que tocam ali são incríveis! Tem mágicos, ilusionistas, dançarinos, enfim. E nos finais de semana tem uma feira de livros enorme ao ar livre! Dá pra passar uma tarde toda ali.
3. The best book shops
A Foyles e a Waterstones são a paixão da minha vida! A Foyles tem 4 andares, então acho que isso já é motivo pra amá-la! E a Waterstones é incrível porque tem uma em todo canto da cidade! Na verdade eu achei uma até em Oxford, então deve ter em mais lugares! E eles sempre têm vários livros com a etiqueta ‘Leve um e compre outro pela metade do preço’, ou seja, é uma tentação. A única coisa que eu não gosto muito nos livros daqui é que a maioria tem capa em paperback, então você tem que ser muito cuidadoso pra não machucar a capa do livro. Eu que carrego livro pra todo canto precisei comprar uma book jacket pra proteger meus livros, porque já danifiquei a capa de alguns por isso. Mas alguns livros possuem a versão em hardback, e claro que são um pouco mais caros, mas acho que vale a pena porque assim o livro dura bem mais.

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4. Londoners
Os Londrinos são, em sua maioria, as pessoas mais educadas que eu já vi. Eles agradecem até o motorista de ônibus quando entram e saem dele. Eles sempre esperam as pessoas saírem do metrô/trem pra então entrar. Nos cafés e lojas, os atendentes são sempre simpáticos e tratam os clientes muito bem! Os Londrinos são muito alegres e elegantes.
Outra coisa que eu vou sentir falta nesse povo é o respeito. Com as mulheres, os idosos, as mães. A maioria dos homens deixa você entrar por primeiro nos ônibus, sempre vejo os homens fazendo gentilezas desse tipo pra mulheres. Outra curiosidade e uma coisa que eu vou sentir falta é a segurança. Aqui você anda com seu Iphone ou Tablet ou whatever, na mão, às vistas de todo mundo, e ninguém tá nem aí. É raro ocorrerem assaltos e roubos nos ônibus também. Isso vai ser definitivamente ruim pra mim quando eu voltar. Quer dizer, ai de mim se eu deixar minha bolsa no assento ao meu lado no ônibus em Curitiba!
Ainda se tratando de respeito, se você notar, você não vai ver nenhum animal ou criança na rua. O governo paga pra que você cuide do seu animal se você provar que não tem mais condições, e toda mãe recebe uma ajuda mensal pra cuidar das despesas com seus filhos. Lógico que isso gera um conforto além do normal na maioria das mães, que acabam tendo mais e mais filhos, mas de qualquer maneira, impede que muita coisa ruim aconteça com essas crianças.
Mendigos eu vi sim, mas não muitos. Isso mostra um Governo que se preocupa e trabalha à favor do seu povo. Disso eu sempre senti falta…

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5. Passear com a bicicleta da Barclays
Em Londres existe um esquema de aluguel de bicicleta. Praticamente em todos os parques e em todos os bairros existe um posto onde você pode alugar uma e pode devolver em qualquer posto também. O aluguel pode ser diário, semanal e até anual!
Eu já andei algumas vezes e fiz a loucura de ir pro centro uma vez com ela. Loucura porque é muito movimentado tanto de carros quanto pedestres. Mas pelo menos os motoristas respeitam os ciclistas e em praticamente todas as ruas existe a ciclovia. É uma coisa que eu realmente recomendo pra quem vai visitar Londres. É uma sensação muito legal!

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6. Parques maravilhosos em todo canto
Praticamente perto de todo lugar que você vai existe um parque. Uns maiores e outros menores, mas todos muito bem cuidados. Os parques que eu visitei até agora foram o Hyde Park, Kensington Gardens, Greenwich Park , Green Park, e alguns outros menores. O Hyde Park e o Green Park ficam perto do Buckingham Palace e do Parlamento, eles são um do lado do outro e os dois enormes e bem no meio da cidade!

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7. Ouvir mais de 4 línguas diferentes dentro do ônibus
Sim, isso acontece frequentemente. Londres tem uma diversidade cultural enorme! Aqui eu conheci gente da Turquia, Romênia, Itália, Índia, Hong Kong, França, Argentina, Espanha, Estados Unidos, enfim, deve ter mais até. Tem gente de todo canto do mundo MESMO.
8. The underground
Sim, eu gosto. Não só porque algumas estações parecem um aeroporto, mas porque é nesses lugares que você consegue observar as pessoas. E eu sou muito observadora, então gosto muito de olhar o comportamento das pessoas, ouvir a língua que elas falam, o tipo de roupa que usam. Assim eu pude perceber as diferenças de várias culturas sem ter necessariamente viajado pra todos esses países. É realmente uma experiência legal, se o metrô ou trem não estiver lotado, claro.
9. As lojas
Isso é inevitável. O povo aqui é extremamente consumista e os preços, se você recebe seu salário em libras, são muito bons! Mas pra gente que tem que multiplicar o preço por 4, fica um pouquinho mais complicado…
Existem lojas aqui em que tudo custa 1£. E não são produtos ruins. Eles vendem produtos que você acha no mercado comum, porém por apenas 1£! E os mercados de rua também são incríveis, como o Brick Lane Maket e o Portobello Road Market, como citei num post anterior. Eles possuem uma infinidade de coisas interessantes e antiguidades.
10. A sensação de estar no lugar onde eu sempre quis estar
Lembro até hoje da emoção que senti quando estava sobrevoando a cidade pela primeira vez. Parecia que todas as fotos que eu tinha visto de Londres tinham ganhado vida. Parecia um sonho! É um sonho. Que eu realizei. Com a ajuda da minha família, com o apoio dos meus amigos, com o esforço do meu trabalho e com a benção de Deus.
Eu nunca vou esquecer desses 134 dias. Ainda não chegou ao fim, tenho mais 2 semanas e meia pela frente. Vou aproveitá-los pra visitar os lugares que eu mais gosto, descobrir lugares novos como eu fazia no começo quando saía sem rumo pelo centro e ir me despedindo aos poucos.
Mas essa despedida não vai durar muito tempo, porque sem dúvidas eu voltarei assim que eu puder!

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Tua beleza é fá…

Tua beleza é fácil de ser bonita como é fácil descascar uma mexerica.
Mas eu prefiro descascar uma mexerica.
Dentre as coisas que apodrecem rápido, escolho os frutos.
Gosto de almas gordas de leitura, paixões e acrobacias mentais.
Gosto de cérebros afiados, de línguas estrangeiras e de virtuosismo emocional.
Tua beleza não me comove. Tua beleza não me impressiona.
Tua beleza me faz pensar que toda beleza dura o tempo de um olhar.
E um olhar apenas não me move. Nunca me moveu.
Mas tua beleza me serve pra algo, admito.
Me faz lembrar que gosto de descascar mexericas.

Ana Larousse

Comece a planejar

Seguindo a ideia do post anterior, sobre descobrir seu propósito e se descobrir, resolvi escrever esse post pra que você tenha uma ideia de como começar a procurar.

Um dia desses li um texto, cujo link vai estar no final do post, no qual o autor pretende convencer o leitor a deixar seus medos de lado e nos dá 3 razões para viajarmos o mundo enquanto ainda somos jovens, e encoraja, mesmo se você não é jovem, a fazer isso assim que possível.

Tem gente que passa a vida inventando desculpas como “Mas e o meu trabalho?” “Mas eu preciso me formar e ter um emprego…” “Mas e o meu namorado (gato, cachorro, pai, mãe)?”. Você e eu sabemos que isso são desculpas que a gente sai falando pra parecermos impotentes, MAS estamos é morrendo de medo de simplesmente fazer o que deveríamos fazer.

Mesmo por que, talvez um dia todos esses ‘mas’ se tornem ‘e se?’. E se eu tivesse viajado? E se lá eu tivesse mesmo encontrado um jeito de ter sucesso na minha carreira? E se eu tivesse passado um tempo naquele país pra aprender um novo idioma? E se eu tivesse ido passar um tempo naquela cidade que eu sempre quis conhecer, que tipo de pessoas teria conhecido e que experiências eu teria tido? E se eu tivesse ido, quem eu seria hoje e o que eu estaria fazendo?

Eu não acho que deve ser muito legal fazer essas perguntas daqui alguns anos. Se apenas isso não te convence, vamos para as 3 razões que o autor cita:

1. Viajar te ensina a viver aventuras

Quando você olha para o seu passado, você lembra de fatos dos quais se orgulha e talvez alguns dos quais se arrepende.

Que escolhas você vai se arrepender de ter feito? Ter medo. Inventar desculpas. Não assumir riscos. Esperar.

Enquanto você é jovem, você DEVE viajar. Você deve tirar um tempo para ver o mundo e saborear a plenitude da vida. Vale a pena, não importa o tamanho do investimento, dinheiro ou sacrifício de tempo que isso exija.

Isso não é apenas sobre turismo. É sobre experienciar riscos e aventuras pra que você não viva com medo pelo resto de sua vida.

2 . Viajar te ajuda a encontrar compaixão

Na sua juventude, você vai fazer escolhas que vão definir você. A disciplina que você começa agora, vai estar com você pelo resto da sua vida.

Viajar vai trazer mudanças em você como poucas coisas fariam. Vai te colocar em lugares que vão te fazer se importar com questões maiores do que você. Você vai começar a entender que o mundo é um lugar grande e pequeno ao mesmo tempo. Você terá uma nova visão sobre a dor e o sofrimento que metade do mundo tem como certa diariamente. E você vai se sentir mais conectado com os outros seres humanos, de uma maneira profunda e duradoura.

Você vai aprender a se importar.

3. Viajar te permite absorver cultura

Enquanto você é jovem, você deveria absorver cultura. Conhecer o mundo e as pessoas magníficas que habitam nele. Não há nada como caminhar pelo Coliseu ou ver a estátua de Michelangelo pessoalmente.

O mundo é um lugar deslumbrante e cheio de obras de arte. Veja. Faça isso enquanto é jovem. Não desperdice o tempo. Você nunca vai tê-lo de volta.

Você tem uma oportunidade crucial para investir na próxima temporada da sua vida agora. O que você semear, você colherá. Por favor. Para o seu bem, faça isso. Porque você não vai ser jovem para sempre. E a vida não vai ser sempre apenas sobre você.

Então viaje. Experimente o mundo e tudo o que vale a pena. Torne-se uma pessoa com cultura, compaixão e aventureira!

Se isso não te encoraja a começar a planejar uma viagem, não tenho mais o que falar com você. Mas apenas comece. Mesmo que seja para uma cidade próxima. Ou então comece conhecendo sua própria cidade. A gente se prende na rotina e deixa de conhecer muita coisa interessante na própria cidade em que vivemos, sei bem como é! Enfim, apenas comece. Não importa pra onde, vá!

p.s: O texto ao qual me referi é este: http://goinswriter.com/travel-young/

Eu já estou planejando a minha! (:

Eu já estou planejando a minha! (:

Uma tempestade para os sentidos

“O som é algo complexo. Não basta reconhecer uma canção e ouvir a melodia. Há muito mais na música do que isso. Muitos jovens nunca ouviram o que eu ouvi, e era assim quando eu era jovem. Na era da tecnologia, nós nos acostumamos à conveniência e à facilidade. Crescemos na era da conveniência e do oportunismo. Os vídeos podem ser compartilhados e vistos pelo mundo afora, assim como a música, como qualquer documento. O único problema é que a música não é assim. Ela é uma tempestade para os sentidos, o nascer e o pôr do sol para a alma, mais profunda do que o profundo, mais abrangente que o abrangente. É mais do que você pode ver ou ouvir. É o que você sente. Isso está faltando na tecnologia atual para a música, apesar de muitas coisas terem surgido para ocupar seu lugar e nos distrair de sua ausência.”.

– Neil Young em sua autobiografia.