Sobre relacionamentos – a timidez

Relacionamentos, por mais da metade da minha pequena vida de 22 anos, não foram fácies. Sempre fui mais quieta e como dizem “reservada”. Mas também sempre odiei que me chamassem de “tímida”. Porque sério, eu não sou tímida. Eu apenas demoro um pouquinho mais do que as outras pessoas ditas “extrovertidas”, pra me sentir à vontade o suficiente pra estabelecer um diálogo satisfatório e bacana pra sociedade. E com algumas pessoas isso acaba nem acontecendo, por uma infinidade de motivos.

Mas veja bem, não estou dizendo que eu era mal educada e jacu. Sempre soube socializar aquele mínimo que você precisa pra não ser ignorante com ninguém, mas digamos que eu permanecia ali, nesse mínimo e só às vezes um pouco mais além. Vale ressaltar que isso acontecia em situações de novidade ok?! Tipo os primeiros contatos com uma pessoa ou um ambiente novo. E hoje em dia eu acho isso extremamente normal pra falar bem a verdade.

O maior problema é que depois de um tempo que você ouve as pessoas dizendo que você é uma coisa, você acaba realmente acreditando que você é aquilo. Tipo essa ditadura da beleza que diz que se você não servir numa calça 38 você é gorda e feia, uma hora você acredita nisso de tanto que é “sutilmente” te jogado goela abaixo pela sociedade e não só pela mídia. E na verdade a gente já tá num nível que nem só caber numa calça 38 basta né, mas isso eu falo outro dia. O fato é que essas coisas acabam moldando a sua personalidade, e te fazendo uma pessoa mais confiante ou não. Mais sociável ou não. Mais aceitável pro mundo ou não.

E por esses motivos e pelos bullyings que qualquer criança que não more numa bolha passa (e sobrevive, diga-se de passagem), eu me tornei uma criança e uma adolescente tímida e com poucas amizades. Talvez eu esteja exagerando, mas às vezes penso que é por isso que eu não tenho aqueles amigos de infância tipo irmãos que uma grande parte das pessoas que eu conheço tem. Mesmo assim, felizmente a maior parte das pessoas que são meus amigos há muito tempo, são pessoas que souberam respeitar a minha personalidade e me fizeram aos poucos me sentir à vontade com eles. E a maioria deles são pessoas super sociáveis e extrovertidas. Ou seja, o fato de eu ser eu mesma me trouxe amizades verdadeiras e duradouras e com pessoas que me respeitam e me ajudam a crescer.

Lógico que amadurecer, passar por uma faculdade e ter o meu primeiro emprego me ajudou a vencer isso. O mais engraçado é que por mais que eu me rotulasse “tímida”, as coisas que eu sempre escolhi fazer são coisas em que uma pessoa tímida fracassaria completamente. Eu me formei em Licenciatura, ou seja, eu sou professora. Como se não bastasse isso, eu me formei em Licenciatura em MÚSICA. E convenhamos, músicos não podem ser tímidos. Quietos talvez, mas não tímidos. Mesmo quando eu era mais nova, na escola eu fiz Teatro, com 15 anos eu fiz dança. Já fui professora de musicalização de criança, já fui secretária, já fui vendedora, já atendi num pub. Já fiz várias coisas que envolvem a coisa que pessoas tímidas mais temem e que eu temi por muito tempo: falar com pessoas estranhas.

Hoje em dia eu já não me considero uma pessoa tímida e contrario as pessoas que me chamam assim. Sei que eu consigo ter diálogos muito legais mesmo que eu não conheça muito bem a pessoa, sei que eu consigo ser divertida pra uma criança, sei que eu consigo apresentar um projeto pra pessoas mais experientes e mais velhas do que eu, sei que eu consigo ser engraçada, sei que eu consigo ser eu mesma sem ter medo de estar fazendo alguma coisa errada.

Sim, eu sou uma pessoa mais quieta, mas isso não é timidez. Eu tenho meus dias em que eu não vou querer conversar muito, mesmo que você seja meu melhor amigo. Eu demoro um tempo pra confiar e me abrir com as pessoas e acho isso saudável pra mim. Eu sempre vou preferir escutar à falar. Eu ainda não fico sorrindo pra tudo e todos. Mas eu gosto de mim assim, essa é minha personalidade. E ela não se resume a esse termo pejorativo que eu fui obrigada a ouvir a vida inteira.

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5 coisas: livros

Faz algum tempo que eu descobri meu vício em livros. Eu sempre amei ler. Desde pequena minha mãe me levava na biblioteca da faculdade em que ela estudava e na biblioteca pública aqui de Curitiba. E então eu comecei a realmente pegar o gosto pela leitura, a cada duas semanas eu lia uma nova história e conhecia personagens novas. Na minha escola a gente tinha também um dia na semana pra ir na biblioteca, emprestar um livro e um tempo pra ficar lá lendo. Tudo isso me levou a gostar de ler, apesar de eu ainda não me considerar uma devoradora de livros. Já li muito mais do que leio hoje, e durante a faculdade eu perdi um pouco do hábito de ler por prazer, estou retomando isso aos poucos. O caso é que durante a minha viagem, pra tristeza do meu bolso, eu encontrei duas livrarias maravilhosas que já mencionei em algum post por aí. A Foyles e a Waterstones. Foi aí que eu comecei a ficar viciada nessa coisa toda de novo e comprei uns 20 livros que quase ficaram pelo caminho por causa do peso da minha mala na volta ao Brasil. Mas enfim, o objetivo deste post é falar dos livros que mais me fizeram feliz nos últimos meses e aproveitar pra te incentivar a ler! (:

1. Pride and Prejudice – Jane Austen Pelo que eu me lembro, foi o primeiro que eu comprei. Eu já li Orgulho e Preconceito em português, mas ainda não tinha comprado o livro. Existem um trilhão de edições dos livros da Jane Austen e cada uma mais maravilhosa que a outra. A que eu comprei é uma versão de bolso de colecionador, com ilustrações. As folhas são bem fininhas, é um livro bem frágil. A capa é hardcover. Acredito que a maioria das pessoas já ouviu falar desse livro, mas se você não leu eu super recomendo! O filme também é muito bom! IMG_0537.JPG IMG_0535.JPG 2. Paper Towns A essa altura você já deve ter ouvido falar do John Green, o autor de “A culpa é das Estrelas”. Pois bem, ele escreveu vários livros além desse, um deles é “Paper Towns” ou “Cidades de Papel”. A primeira vez que eu comprei um livro do John Green, “A Culpa é das Estrelas”, eu não consegui ler. Achei a linguagem meio simples demais, sei lá, não gostei. Depois que a febre sobre esse livro começou foi que eu peguei o livro de volta pra ler, e lógico que no final só restaram lágrimas. Então resolvi ler outras obras do John Green, comecei com Paper Towns e foi uma ótima escolha! É aquele tipo de livro que você não consegue parar de ler e quando não está lendo você está pensando sobre a história. O final me surpreendeu bastante, assim como o desenrolar da história cheia de mistérios. Vale muito a pena ler também! A edição que comprei é em paperback, por isso ficou um pouco destruída ao fim da leitura, mas achei a capa bem mais bonita do que a da versão americana. IMG_0785.JPG 3. Rainbow Rowell Essa autora maravilhosa eu descobri antes de viajar. O primeiro livro que li foi Eleanor & Park, como a maioria das pessoas. Adorei a história! Um belo dia eu estava passeando por uma outra livraria muito boa, que eu não lembro o nome agora, e achei Fangirl. Já tinha ouvido muito falar desse livro nos blogs que eu acompanho e resolvi dar uma chance, apesar do título e a sinopse não terem me chamado muito a atenção. Mais uma surpresa! Foi um dos livros que mais gostei de ler esse ano, deu uma super dor no coração quando terminei a história. Por isso eu resolvi comprar os outros dois livros da Rainbow que eu ainda não tinha, “Landline” e “Attachments”. Gostei muito do primeiro, apesar de o final me deixar tipo “tá, mas e aí?”. Já “Attachments” eu comecei a ler, mas não me prendi muito e acabei desistindo da leitura. Mas juro que vou tentar de novo em breve! Enfim, fica a dica da autora 😉 IMG_0455.JPG 4. Alice’s Adventures in Wonderland and Through The Looking- Glass Um livro que acho que a maioria de nós já leu em algum momento da vida. Ou já viu pelo menos algum filme a respeito. Mas eu ainda não tinha comprado nenhum exemplar, e também existem um trilhão de versões! Escolhi essa porque achei muito bonita e de um material muito bom e o preço me surpreendeu bastante. Tem as ilustrações de John Tenniel, que são incríveis! As folhas são muito macias e ~aqui vai o momento awkward do post~ esse livro é o mais cheiroso que eu tenho. Sério. Leitores entenderão!

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5. The Miniaturist

Eu comprei esse livro porque ele me perseguia. Todas as livrarias que eu ia ele estava lá, eu entrava na internet pra buscar novos títulos e autores e lá estava ele. E um belo dia eu peguei ele e abri, e me deparei com um dos livros mais lindos (fisicamente) que eu já tive. Eu ainda não li ele, porque ele é bem longo e a linguagem é um pouco mais complexa do que os outros livros em inglês que eu tenho, então estou esperando um momento em que eu realmente possa me concentrar nele pra ler. É uma história de mistério que se passa em Amsterdã em 1686 com uma garota de 18 anos. A autora é Jessie Burton, que estudou em Oxford e mora em Londres. Depois que eu ler eu posso fazer uma resenha aqui!

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Então é isso. Pretendo escrever mais sobre livros por aqui, postar resenhas e tudo o mais. Acho que é uma boa forma de indicar livros e incentivar as pessoas a lerem! Se você tiver algum livro pra me indicar fique à vontade!

Obrigada por ler e até a próxima! (:

Crise criativa

Coisa mais abominável, mais incoerente e e indesejável é essa coisa chamada crise criativa.

Eu não sei muito bem por onde começar, porque eu não sei nem o motivo pelo qual isso acontece. Mas acredito que todos nós passamos por isso. Seja você um artista, um escritor, publicitário, engenheiro ou até empresário. Um dia chega o momento em que você simplesmente não consegue fluir. Os pensamentos são confusos, as ideias desconexas, ou simplesmente vem aquele branco. Aí você começa a questionar suas habilidades, sua formação, seu propósito na vida, enfim. Um série de perguntas.

Não sei se esse texto vai me trazer respostas pras perguntas que ficam rodeando minha cabeça há meses, mas pelo menos eu quero organizar minhas ideias aqui, com palavras, já que as melodias me abandonaram.

Talvez você ainda não conheça essa parte da minha vida, apesar de eu acreditar que a maioria das pessoas que lê esse blog saiba do meu envolvimento com a música. Acontece que a parte de composição sempre foi MUITO natural pra mim, assim como é escrever. É uma coisa que eu não preciso fazer um grande esforço. De fato, quando esse esforço existe o resultado acaba sendo ruim ou inatingido. Eu sou aquele tipo de ser que está andando na rua quando simplesmente DO NADA é atingido por alguma melodia ou por alguma frase que dá origem à uma canção. Isso sou eu. Acontece nas horas mais aleatórias, até no chuveiro ou enquanto eu durmo, sim até dormindo! E quando não é assim, eu não preciso pegar o violão por mais de uma hora até que saia alguma coisa pelo menos razoável, tanto em melodia quanto em letra. É assim que eu estou acostumada a levar as coisas. Não quero dizer que eu sou uma compositora genial. De fato minhas músicas são bem simples e tem algumas que eu realmente não gosto hoje em dia. Mas entenda, não é a grandiosidade da coisa que me alegra, e sim o fato de eu conseguir fazer música. Que as pessoas gostem ou não, que eu goste ou não. Eu sabia fazer isso. Isso era meu.

Acontece que já fazem meses que eu não consigo fazer nada quando pego o violão. Não sai nenhuma frase melódica aproveitável. Nenhum conjunto de palavras significantes o suficiente me vêm à mente. Eu estou numa crise criativa e não sei como sair dela. Às vezes eu fico tão chateada com isso que sinto desgosto da coisa toda, acabo desistindo. Veja, não é que eu estou triste e depressiva, estou numa das melhores fases da minha vida. Apesar de profissionalmente eu não fazer ideia do que vem a seguir, como pessoa eu estou plenamente feliz, e já cheguei a achar que esse é o problema, apesar de ser bem injusto.

De qualquer forma, isso é basicamente um desabafo e um pedido de ajuda. Como disse, acredito que de alguma forma todo mundo passa por isso em alguma área da sua vida em algum momento. Se você souber de algo que pode ajudar, não pense duas vezes antes de me escrever!

Caso queria ouvir as músicas que eu costumava escrever, aqui estão: https://soundcloud.com/deciphering

Enfim! Obrigada por ler meu pequeno desabafo hehe

Espero que volte! (:

Do you speak english?

Depois de voltar pro Brasil eu fiquei pensando em como eu poderia continuar aprimorando o inglês que eu aprendi. Na realidade, eu não comecei a aprender inglês durante a viagem, aprendi desde criança na escola, como a maioria das pessoas, e desde os 12 anos me aprofundei no assunto por conta própria. Nunca tinha feito nenhum curso de inglês até chegar em Londres, e me surpreendi com a forma como as pessoas elogiaram meu inglês por lá assim que cheguei. Não que eu cheguei lá super sabendo de tudo, muito pelo contrário, quando cheguei eu vi que sabia bem menos do que imaginava, mas o pouco que eu sabia me ajudou muito a progredir rápido. A dificuldade maior foi, na verdade, o acento britânico, que apesar de encantador soa bem estranho pra nós que estamos tão acostumados com a cultura americana. Mas meu inglês melhorou muito, apesar de eu não estar fluente ainda, já consigo desenvolver um diálogo tranquilamente e aprendi muitas palavras novas do cotidiano que eu não conhecia. Mais uma vez, foi a melhor experiência da minha vida até hoje, por mais esse motivo.

Enfim. Muitas pessoas me perguntam como foi que eu aprendi inglês sozinha. E eu te digo que foi uma das coisas mais fáceis que eu aprendi, porque eu praticamente não me percebia tentando aprender, era uma coisa natural porque eu simplesmente gosto muito da sonoridade da língua inglesa, então aprender o idioma foi algo quase espontâneo, e também porque eu aprendi com as coisas que mais gosto na vida: a leitura e a música.

Fiz uma lista com algumas dicas que eu dou pra quem me pergunta. Aqui vai:

1. Não compare com a língua portuguesa

Essa é importante. Porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. Até meu professor de inglês lá em Londres concluiu isso quando eu estava tentando ensinar algumas frases pra ele. Ele construía as frases em português com regras da língua inglesa e acabava falando coisas sem sentido, e o contrário também é assim. A nossa língua é bem mais complexa que o inglês, por isso temos que logo no início deixar de tentar entender as regras do inglês pelas nossas regras gramaticais.

2. Não leve tudo ao “pé da letra”

A língua inglesa, assim como em qualquer outro idioma, possui muitas expressões que só fazem sentido num contexto. Muitas palavras não se podem traduzir literalmente, então se você estiver lendo algo ou assistindo alguma coisa e esbarrar numa palavra desconhecida, tente primeiramente entender o que a frase significa. Assim vai ser mais fácil você entender o sentido daquela palavra. Dessa forma, além de aprender a palavra, você vai poder entender as aplicações dela, visto que, também, muitas palavras tem mais de um sentido. Por exemplo, a palavra ‘DO’ pode significar o verbo “fazer” (“I can do it.” “Eu posso fazer isso”) ou pode estar sendo usada como verbo auxiliar, tipo “Do you like reading?” “Yes, I do.” (“Você gosta de ler?” “sim, eu gosto”). Esse foi um exemplo bobo, mas só pra ilustrar. Tem muitas palavras que possuem mais de um significado ou mais de uma utilidade, mas esse é o tipo de coisa que você só aprende na prática.

3. Use a legenda em inglês e não em português

No começo é difícil, parece que você não entende nada, eu sei. Mas acredite, o melhor jeito pra aprender inglês assistindo filmes ou séries é sem legenda ou com a legenda em inglês. Porque dessa forma você começa a treinar seu ouvido e aprende a sonoridade das palavras. No começo o que você pode fazer é ir juntando as palavras que você conhece pra tentar entender o que as pessoas estão falando. Porque às vezes a gente não entende tudo o que é dito, mas se você reconhecer umas três palavras da frase talvez consiga entender o sentido dela.

Enfim, é um treino meio difícil, mas pra treinar o ouvido é uma das melhores coisas.

4. Leia artigos e livros em inglês

Experimente pegar um livro que você já leu, mas dessa vez leia ele em inglês. Experimente ler um artigo em inglês e tentar traduzir. Ler é a melhor forma de você aprender como as frases são construídas e como as palavras são escritas, lógico. Vejo muita gente que fala muito bem inglês, mas na hora de escrever é um desastre, porque claro, como em qualquer outro idioma, só se escreve bem quem lê. Comece com livros de linguagem simples. Não vai tentar ler Jane Austen logo de primeira, porque nem eu entendo tão bem assim quando leio os livros dela em inglês. Pegue um John Green, Rainbow Rowel, enfim, livros com uma linguagem mais moderna, com a qual estamos mais acostumados.

5. Audio Books

Algo que comecei a usar recentemente. Tem muitos audio books no youtube e uma infinidade por aí pra comprar. O ideal é você ler acompanhando o áudio, assim você aprende a sonoridade das palavras ao mesmo tempo em que aprende sua grafia. É o que mais tenho feito pra continuar meus estudos em casa.

6. Ouvir música

Desde que me entendo por gente eu ouço mais música internacional do que nacional. É uma questão de gosto, mas foi o que me iniciou nos meus estudos da língua inglesa. O ideal é você ouvir a música e tentar traduzir. É outra ótima forma de aprender a sonoridade das palavras e os significados variados delas. Sem falar que é uma das formas mais prazerosas de se aprender.

7. Intercâmbio

Eu só tive essa oportunidade agora, mas aconselho que você faça assim que possível. Por mais que você não faça um curso, por experiência própria, você aprende mais nas ruas, ouvindo e tentando se virar pra se comunicar do que dentro da sala de aula. É com certeza a melhor forma de se aprender. Mas não se iluda achando que você vai ficar três meses em outro país e vai voltar fluente. Isso pode até acontecer se você já tiver estudado inglês antes ou se você é um gênio que aprende tudo com mais facilidade do que o resto de nós, pobres mortais. De qualquer forma, seja o tempo que você pode ficar, sempre é válido, mas tudo vai depender do seu esforço e persistência.

Tem gente que aprende mais rápido e os que demoram anos e anos, o importante é ter paciência. Temos que aprender a respeitar o nosso próprio rítimo de aprendizado. E depois que você for pegando o jeito o negócio é não parar de se informar e correr atrás de meios pra se aprimorar!

Não sei se esse post trouxe muitas novidades pra você, mas achei interessante compartilhar a maneira como eu tenho aprendido inglês e quem sabe te encorajar a achar a maneira mais tranquila e que mais tem a ver com você e seu estilo de vida!

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Liverpool

Eu me apaixonei por Liverpool. A cidade dos Beatles. A cidade de um dos times de futebol mais famoso da Inglaterra. Lar da comunidade chinesa mais antiga da Europa. Uma cidade com lindos prédios históricos, porém muito moderna e cuja zona portuária é Patrimônio Mundial. Com uma população jovem e muito simpática.

Eu fui pra lá, primeiramente, por causa dos Beatles, lógico. Não sou uma fã alucinada, mas escutei desde pequena por causa da minha mãe e aprendi a gostar deles mais tarde, na faculdade, quando realmente fui pesquisar sobre eles e acabei me apaixonando.

Eu imaginava Liverpool como uma cidade pequena, com aquelas casas marrons todas iguais como é de costume na Inglaterra e sem nada de muito interessante. Só quando a oportunidade de ir pra lá surgiu é que eu fui pesquisar sobre a cidade e me surpreendi.
Ficamos num hotel muito confortável. Simples, mas que deu vontade de ficar mais uma semana! O gerente do hotel foi muito legal com a gente e deu várias dicas sobre o transporte e de como poderíamos ver todas as atrações da cidade que envolvem a história dos Beatles.

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O primeiro lugar que procuramos foi o museu dos Beatles. Pra chegar lá passamos por alguns lugares bem interessantes, como o Museu de Liverpool, algumas lojinhas e então finalmente chegamos ao Museu. Seguem algumas fotos do que encontramos pelo meio do caminho:

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The Beatles Story
O museu que conta a história dos Beatles fica no Albert Dock, uma parte bem famosa da cidade. o ingresso custa £12,50 e tem um guia de áudio incluso, disponível em português também.
Achei o museu super completo, pois conta a história de cada integrante da banda antes de a banda começar até como foi o caminhar de cada um depois que os Beatles se separaram. Com réplicas dos lugares em que eles se reuniam, dos lugares em que tocavam e até de um estúdio onde gravaram. Tem também vários objetos e instrumentos usados por eles, revistas onde foram divulgadas matérias sobre os Beatles. Enfim, uma variedade enorme de coisas que fazem você se envolver com a história e sair de lá realmente conhecendo os Beatles.
Seguem algumas fotos do museu:

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Na frente do museu tem uma roda gigante (“Echo Wheel of Liverpool”), que te proporciona uma visão bem legal da cidade. A entrada custa £9,00 e ela dá tipo umas 5 voltas, então dá pra aproveitar bastante e tirar muitas fotos! Dei a sorte de pegar mais um por do sol pra minha coleção 😉

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Outras fotos do Albert Dock:

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Esse foi o meu primeiro dia em Liverpool. Reservamos o segundo dia pra visitar as casas dos Beatles e passear um pouco pela cidade.
A casa do Paul e do Lennon ficam próximas e não são muito difíceis de achar se você tiver um bom GPS. A casa do George é mais afastada e a do Ringo eu quase desisti de procurar, mas no final descobri o porquê de ser tão difícil chegar nela. A rua da casa do Ringo já nem existe mais a não ser no mapa. Ela faz parte de uma parte da cidade em que as casas serão demolidas, então as ruas estão desertas e as casas fechadas com portas de metal. Foi bem triste chegar lá e encontrar essa cena… Segue então as fotos das casas, começando pela do Ringo, depois George, Lennon e Paul.

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Depois das casas, fomos procurar Penny Lane. A rua na qual foi inspirada a música “Penny Lane”. Que aliás é minha música preferida!

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Depois fomos até a famosa Mathew Street, lar do The Cavern, o pub onde os Beatles se apresentaram 292 vezes! O qual possui muitas raridades dos Beatles e de outros artistas que tocaram ali também.

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E foi isso! Breve mas muito proveitoso e em ótima companhia dos meus tios lindos! Mais um lugar que eu acho que vale muito a pena conhecer, não só pela história dos Beatles, mas porque a cidade é muito bonita!
Seguem mais fotos da cidade e outras fotos aleatórias:

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Portugal (Parte 2)

Finalmente estou aqui pra terminar o post sobre minha viagem à Portugal, onde vou comentar um pouco sobre alguns lugares aleatórios que eu visitei e também algumas fotos de Lisboa e Cascais.
Pra começar vamos falar de comida, claro! Eu não como peixe, então foi um pouco complicado experimentar coisas novas, mas até me arrisquei num bacalhau quando me colocaram numa mesa com um monte de portugueses muito gente boa mas que acharam um absurdo eu não comer peixe. Nem um pouco de pressão aí hahaha
Mas algo que REALMENTE amei foi o tal pastel de belém! MEU DEUS MEU DEUS, quero um AGORA! Quer dizer, eu já tinha comido no Brasil e não gostei, então não fui esperando muita coisa. Mas nossa! O de lá é muito diferente. Existe toda uma lenda por trás da receita e etc. O lugar mais tradicional pra você comer é este aqui:
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Tem uma fila enorme pra comprar, mas se você tiver tempo de entrar e sentar numa mesa pra comer você pode ser atendido por um garçom numa boa, e enquanto você espera pode apreciar o lugar, pois a decoração é feita com artigos antigos usados na loja e na fabricação dos pastéis.
Outro lugar que eu amei ir, foi a livraria Bertrand. Que é simplesmente a livraria mais antiga do mundo ainda em funcionamento. Ou seja, o lugar mais perfeito pra se comprar livros. Comprei um livro de Fernando Pessoa, lógico, e a Revista da livraria, que é tipo um almanaque que eles publicam todo ano. Depois que eu voltar pro Brasil vou fazer um post sobre alguns dos trezentos e cinquenta e sete livros que comprei aqui e aí eu mostro eles. (brincadeira mãe, comprei 20 antes de você me proibir de comprar mais.). Enfim, aqui vão algumas fotos da livraria:

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Na mesma rua da livraria tem uma cafeteria que Fernando Pessoa costumava frequentar, tem até uma estátua dele na frente! Muito legal de visitar também. ignorem minha cara tosca

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Praias. Portugal tem praias lindíssimas! Quando você está turistando às vezes tem pouco tempo pra ir, mas acho que vale a pena reservar uma manhã pra curtir alguma. O mar é MUITO gelado e achei muito cheio de algas e pedras, então não cheguei a super curtir o mar, mas foi bom mesmo assim! A praia que fui é bem linda e fica na baía de Cascais, só que eu não lembro o nome dela agora. Então fica a dica, vá pegar um bronze em Portugal.

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Em Agosto acontecem as Festas do Mar em Cascais. São vários dias em que rolam shows de artistas de Portugal e alguns artistas internacionais. Pra minha decepção, quem apareceu por lá pra representar o Brasil foram “Gabriel, o Pensador” e “Natiruts”. Tipo, sério. Chorei. Mas no dia em que eu fui só vi artistas de Portugal mesmo, mas a única banda que eu realmente gostei foi uma que cantava músicas em inglês e soa como rock britânico. Pois é. Vou fazer um post sobre minhas descobertas musicais recentes em breve também (quando estiver no Brasil sem nada pra fazer, na verdade).
Algumas fotos do dia em que estive na festa:

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Um lugar que eu esqueci de colocar no post anterior é o Teatro Nacional de São Carlos. Eu na verdade não entrei e nem assisti nada lá, mas me disseram que é um teatro incrível. Então se você tiver a oportunidade acho que deve valer a pena.
Na frente do teatro tem uma estátua que eu achei a minha cara. HO HO

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O transporte em Lisboa é muito bacana, porque eles ainda têm ativos alguns “bondinhos” antigos, que ficam entupidos de turista o dia todo. E eu também achei um “tramlink” moderno decorado com os desenhos do cartoon network!! LINDO!

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A Rua Augusta de Lisboa parece a Rua XV de Curitiba. É um calçadão com lojas e restaurantes e onde alguns artistas ficam pra mostrar seu trabalho em busca de gorjetas. No final (ou começo?) da rua tem um Arco lindíssimo, o Arco da Rua Augusta. Nome curioso esse. E na frente do Arco tem uma praça enorme chamada Praça do Comércio ou Terreiro do Paço, onde foi o Palácio dos reis de Portugal por dois séculos. É uma das maiores praças da Europa e a principal da cidade.

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Pra encerrar, algumas fotos aleatórias de Lisboa 😉

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Portugal (Parte 1)

Faz quase duas semanas que voltei de Portugal. Fiquei oito dias lá e foi uma viagem que eu jamais vou esquecer!
Vimos muita coisa, então vou separar tudo em dois posts. Esse é sobre os pontos turísticos e o próximo vai ser sobre alguns lugares aleatórios interessantes que fui e algumas fotos de Lisboa e Cascais.
Queria ter feito esse post antes, mas não tive tempo o suficiente pra sentar e planejar tudo o que precisava escrever. Mas “cá estamos”. Agora chega de blablabla.
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Não deu tempo de ir em todos os lugares, vou postar somente aqueles que visitei, mas se você procurar na internet vai achar mais um monte de coisas legais pra fazer e ver por lá.
Eu fiquei hospedada na casa dos pais do meu tio, numa cidade chamada Cascais, que fica bem pertinho de Lisboa e é simplesmente LINDA! No próximo post vou colocar algumas fotos de lá.
Como a minha memória anda péssima, não lembro a ordem exata das coisas que fizemos, então vou colocar uma ordem aleatória aqui, mas vou deixar o meu lugar preferido por último.
Monumento dos Descobrimentos

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Sua construção definitiva data de 1960, quando foi celebrado o quinto centenário de morte do Infante D. Henrique. À ele se devem as iniciativas que levaram ao descobrimento da Ilha da Madeira em 1418 e de Cabo Verde em 1444.
O momento é de uma altura tal que se pode ver quase Lisboa inteira lá de cima. A vista é incrivelmente maravilhosa!

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Tem uma Rosa dos Ventos no chão na entrada do Monumento. Ela tem 50 metros de diâmetro e no meio dela tem um mapa indicando todos os lugares e datas das descobertas das expedições portuguesas.

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Mosteiro dos Jerónimos

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Foi construído no século XVI à pedido do Rei D. Manuel I. Integra elementos arquitetônicos do Gótico e do Renascimento. A intenção da construção era que reunir o ramo dinástico iniciado pelo Rei.
A construção é muito rica de detalhes. Quando entrei eu fiquei literalmente de boca aberta, porque é muito curioso imaginar como esse povo construiu uma coisa tão magnífica e se eles tinham noção do quão maravilhoso isso era naquela época. Foi um dos lugares que eu mais gostei, com certeza.
Castelo de São Jorge

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Construído no século XI. O castelo guardava as elites que viviam aos arredores das muralhas, não tinha função de residência. De cima do Castelo é possível uma visão única e majestosa de Lisboa.

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Palácio da Ajuda
Construção de estilo neoclásico de 1796. Foi residência da família Real até 1910. Guarda todas as mobílias da Realeza e importantes coleções de arte decorativa dos séculos XVII e XIX. Eu acredito que nunca vi tanta riqueza num lugar só. É realmente como aqueles Palácios que aprecem em filmes. Fiquei impressionada!

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Cabo da Roca
É o lugar mais Ocidental da Europa e simplesmente o lugar mais incrível que meus olhos de quase 22 anos de idade já vislumbraram. Sério. Eu nem sei descrever como me senti lá. É um daqueles lugares em que você tem vontade de ouvir suas músicas preferidas, sentar e ficar admirando e refletindo um pouco. Queria poder ir lá todo dia, pra poder contemplar a magnitude da perfeição de Deus na sua criação. O único problema é que venta absurdamente lá em cima, o que não torna fácil você ficar lá por muito tempo. Mas se você for pra Portugal, vale MUITO a pena visitar.

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Castelo dos Mouros
O lugar que mais gostei, sem dúvidas! Me senti no topo do mundo, me senti no momento mais feliz da minha vida, me senti agradecida e a pessoa mais abençoada. Poder ver tudo aquilo daquela altura é realmente um privilégio, é algo que jamais vou esquecer.
É uma fortificação construída por volta do século X após a conquista islâmica da Península Ibérica. Uma construção majestosa que te permite a visão de uma paisagem única que se estende até o Oceano Atlântico.

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Achei essa placa numa das casas que ficam perto do Castelo, achei muito legal!

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Parque das Nações
É uma praça enorme que fica em Lisboa, onde fica o Oceanário de Lisboa, que é o segundo maior da Europa. É um lindo lugar pra passeio, tem uma vista maravilhosa também e tem vários restaurantes bons, além de algumas exposições bem interessantes também. Gostei muito da praça, vale muito a pena visitar.

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Então isso foi o pouco que consegui visitar em Portugal, tem muito mais coisa por lá pra fazer turismo, mas nunca dá tempo de fazer tudo né.
Vou postar a segunda parte ainda essa semana, espero (sem promessas). Esse final de semana que vem estarei indo pra Liverpool. Sim, aquela dos Beatles! To morrendo de felicidade e vou com certeza postar sobre a cidade assim que puder.
Meus dias de felicidade e sonho na Europa estão acabando e as lágrimas já estão aparecendo por aqui, mas tenho certeza de que vou voltar e de que tem muita coisa boa pra acontecer na minha vida no Brasil também. Mas por favor, não me peçam pra não ficar triste por ir embora, porque afinal, isso é meu sonho há muito muito tempo e eu passei os dias mais felizes da minha vida aqui!
Termino com uma imagem da Rua Augusta em Lisboa e um super obrigada à minha tia linda que me tornou possível ver tanta coisa linda!

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